quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dentro de mim

Olá Pessoal...

Estou colocando hoje no meu blog um texto que escrevi há alguns anos, e achei bem interessante. Eu não me lembro sobre o que exatamente eu estava escrevendo, mastenho a impressão que era na vertente espiritual. Boa leitura...

http://3.bp.blogspot.com/_XoQQn8WkJYA/ShdjpdYYzRI/AAAAAAAAA4Y/SaFU1o-eT_c/s1600/vazio.png.jpg

Esquecer do tempo,

E mergulhar na escuridão,

Na incógnita que se espalha pela essência

De uma mente que já não pensa como antes.

O que era certo desapareceu

E uma nuvem encobriu minha razão.

Acreditar é uma tarefa de ourives

Que lapida a realidade e busca a perfeição

que não existe.

Mas eu sei que não posso me deixar levar

Pelos ímpios desejos singularmente intrínsecos

De meu leviano ser.

A luz está muito longe,

E os meus olhos começam a se fechar...

Não posso deixar que o fim aconteça. Não!

Pois eu tenho o Amor do meu lado,

E o seu sangue é tão quente

Posso senti-lo nas minhas veias...

A candura dos seus olhos

são como a inconsistência constante

Do mar que lava a minha alma

E me deixa livre para acreditar.

Já não preciso fazer nenhum esforço

Nem perturbar meus pensamentos com perguntas

Porque as respostas não têm mais valor.

Eu o sinto

E é isso que importa

Eu o sinto

Posso Tocá-lo

Com o meu coração,

com a minha alma,

Com o meu amor.

Encontrei a luz novamente.

E ela está dentro de mim.

domingo, 13 de junho de 2010

A tecnologia e as novas formas de cidadania

Olá gelera...
Todos evidentemente sabem que neste ano haverão eleições para deputados, senadores, governadores e presidente. Nós, como eleitores, temos que sempre estar atentos as propostas de cada candidato. Mas eu não vim falar sobre a importância da eleição como exercício da cidadania ou avaliar a índole dos seus candidatos. Hoje eu vim dividir com vocês uma matéria muito interessante que eu tive a oportunidade de ler graças ao meu amigo Joel (valeu amigão). Ela trata do uso da internet para a prática da cidadania e os movimentos de luta na era da internet. Leia e visite os sites propostos pela matéria. Eles são realmente muito úteis.

13/06/2010 07h15 - Atualizado em 13/06/2010 07h54

'Webcidadania' avança no Brasil e muda o foco da participação política

Ferramentas induzem o cidadão a assumir papel ativo na vida pública.
Redes sociais e banco de dados ajudam a cobrar e fiscalizar políticos.

Thiago Guimarães Do G1, em São Paulo

No momento em que as campanhas eleitorais no Brasil parecem acordar para o potencial da internet, montando estratégias e equipes para fisgar o voto na rede, iniciativas na web sem vínculo partidário ajudam o cidadão a participar da vida pública e fiscalizar a classe política.

São ferramentas digitais que invertem o eixo da participação na vida pública: de simples receptores das mensagens de políticos e partidos, os cidadãos passam a ter voz ativa na organização de suas demandas.

O que antes tomava papel, telefone, carros de som e horas de reuniões hoje pode ser feito em poucos cliques – de listar problemas do bairro a monitorar o trabalho de deputados e senadores em Brasília.

Sites e movimentos que promovem a chamada cidadania na web avançam no país e mostram resultados. O G1 apresenta algumas dessas iniciativas.

Vote na Web
No ar desde novembro de 2009, o Vote na Web ajuda o internauta a acompanhar projetos de lei em tramitação no Congresso.

O site resume propostas complexas em poucas linhas, com ênfase nos aspectos que interferem na vida das pessoas. Mediante rápido cadastro, o usuário também pode “votar” nas propostas e acompanhar o mapa das opiniões dos internautas.

vote na web 2
Site "Vote na web" (www.votenaweb.com.br)

Quem quiser também pode se cadastrar para receber, por e-mail, informações sobre a tramitação da proposta de seu interesse.

Como é praticamente impossível cadastrar todos os projetos - foram mais de 6.000 nos últimos dois anos -, o site, ao entrar no ar, mostrava uma proposta de cada parlamentar. Depois passou a cadastrar todo projeto apresentado na Câmara e no Senado desde então.

“A gente não precisa mais pintar a cara e ir para a rua. É possível se mobilizar pela internet”, afirma o idealizador do projeto, Fernando Barreto, da Webcitizen, empresa de Belo Horizonte que cria aplicativos para engajamento cívico.

Em pouco mais de seis meses, o Vote na Web tem 5.000 usuários cadastrados e mais de 100 mil votos virtuais.

Excelências
O projeto Excelências, da Transparência Brasil, reúne o maior banco de dados sobre parlamentares em exercício no Brasil, nos três níveis de governo (União, Estados e municípios).

site Excelencias
Site "Excelencias" (www.excelencias.org.br)

Se o usuário quiser saber, por exemplo, quantas vezes um deputado faltou ao trabalho, a informação está lá. Histórico de doações eleitorais, citações na Justiça, variações no patrimônio de 2.368 políticos: dados extraídos de fontes oficiais e reunidos de forma a facilitar a consulta.

“É algo que reduz violentamente o tempo que alguém teria que gastar para buscar essas informações”, afirma Claudio Weber Abramo, secretário-geral da Transparência Brasil.

Eleitor 2010
A ideia do Eleitor 2010 é transformar o cidadão em fiscal do pleito de outubro. Surgiu pela experiência da jornalista Paula Góes, que sentia na pele a dificuldade em checar todas as denúncias feitas pela população em dia da votação.

“Recebíamos inúmeras denúncias, mas nunca tínhamos equipes para apurar todas. Isso gerava frustração para o eleitor - que sentia seu testemunho sem importância - e para o jornalista, que se via impotente”, diz Góes.

Moderadores analisam os relatos enviados ao site - por e-mail, celular, Twitter ou na própria plataforma. Classificam as denúncias como confirmadas ou não confirmadas e registram a credibilidade das fontes (testemunha ou vítima, por exemplo) e a confiabilidade das informações.

site eleitor
Site "Eleitor 2010" (http://eleitor2010.com/)

Os relatos aparecem em um mapa, onde podem ser filtrados por região ou categoria. Usuários, que não precisam se identificar, podem confirmar ou negar relatos e também solicitar o envio de denúncias feitas em determinada região.

Góes enumera idéias para evitar a manipulação política do site, como parcerias com estudantes de jornalismo e Promotorias Eleitorais.

“É uma plataforma que dá ao cidadão o poder de atuar como fiscal do que acontece a sua volta, desde que tenha as ferramentas mais básicas: um celular ou internet. Confiamos na boa fé da maioria dos brasileiros e esperamos contar com a ajuda de pessoas alinhadas com o propósito de alcançar um Brasil mais transparente e livre de corrupção”, afirma Paula.

Uma versão beta da plataforma está no ar desde o final de maio e já aceita relatos sobre o período da pré-campanha.

Cidade Democrática
O Cidade Democrática é uma rede social que une pessoas e causas, e não apenas pessoas. “No site não sou seu amigo, mas amigo de sua causa”, afirma o administrador Rodrigo Bandeira, idealizador do portal.

O usuário se cadastra como cidadão, ONG, parlamentar, empresa. Pode criar propostas, apoiar outras, fazer comentários. O portal entrou no ar em novembro de 2009 e conta com cerca de 2.700 pessoas.

Entre eles, mais da metade dos vereadores, a prefeitura e um deputado estadual de Jundiaí (SP), que acompanharam o movimento iniciado por um grupo de moradores.

site cidade democrática
Site "Cidade Democrática"

(www.cidadedemocratica.com.br)

A história começou com o estudante de Ciências Sociais Henrique Parra, 20, voluntário do Voto Consciente, um dos projetos pioneiros em São Paulo no acompanhamento das atividades legislativas.

Parra conheceu o site e passou a divulgá-lo aos amigos. “Sempre pedíamos que apontassem um problema ou divulgassem uma proposta ao entrarem no site”, diz o estudante, que listou problemas do seu bairro: falta de áreas de lazer e cachorros abandonados.

A plataforma ajudou a catalisar o trabalho de ONGs que promovem participação cidadã na cidade. Organizaram uma agenda de 12 reivindicações e começaram a cobrar a classe política.

Resultados não demoraram a chegar. De um deputado, uma emenda de R$ 200 mil para construção de ciclovias. Da prefeitura, um plano diretor para desenhar ciclovias para a cidade. Da Câmara Municipal, a mudança do horário das audiências públicas (de 9h para 19h) e o fim das votações secretas na Casa.

Para o idealizador Bandeira, a plataforma nasceu como forma de proporcionar um modo de os cidadãos definirem suas prioridades. "Percebemos que falávamos apenas do que estava na imprensa, e a partir daí discutíamos as questões", afirma.

Entusiasta da "webcidadania" como catalisador social, o estudante Parra não se anima, porém, com as eleições vindouras. "O momento eleitoral é muito pobre para a gente. Discute-se muito pouco agendas locais. A discussão vai mais para dossiês do que para o que realmente importa. Já nas redes sociais cada pessoa é produtora de conteúdo", diz.

Fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/06/webcidadania-avanca-no-brasil-e-muda-o-foco-da-participacao-politica.html

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Como surgiu a Copa do Mundo?

Olá pessoal.

Faltam apenas 11 dias para a copa e, em homenagem a estes torneio que faz o mundo inteiro vibrar, estou postando um texto bem legal que fala um pouco sobre a história da Copa. Boa Leitura:

http://1.bp.blogspot.com/_6XvZ4HOj2j8/S7yRp-Ir7oI/AAAAAAAAIpg/jTAK_z2lg5c/s1600/AA.JPG

História das Copas: a bola começa a rolar no Uruguai em 1930

Extraído de: Nominuto.com Março 23, 2010

O Nominuto começa a desfiar um pouco da história das Copas do Mundo; a primeira parada é Montevidéu, em pleno inverno de 1930 com 13 times.



A Copa do Mundo vem agitando as multidões há nada menos que 80 anos e o Nominuto começa agora, a 79 dias da Copa da África, a desfiar um pouco da história do principal evento do futebol mundial.

A história da Copa do Mundo e suas edições tem início não na Europa, onde surgiu o futebol, mas sim na América do Sul. A bola rolou pela primeira vez em uma competição reunindo os filiados da Fifa no meio do inverno de Montevidéu, no Uruguai. Só o futebol. Mas, e antes disso? O que havia?

Antes da Copa

Antes da Copa, o que havia mais próximo de um torneio internacional de futebol era a disputa da modalidade nos Jogos Olímpicos em 1908 o football já estava no rol de modalidades olímpicas. A Fifa, criada em 1904, reconheceu o torneio olímpico em 1914 e se responsabilizou pelo futebol nas Olimpíadas nas edições de 1920, 1924 e 1928.

Na década de 1920 começou a brotar a ideia de uma competição distinta dos Jogos Olímpicos, apenas com futebol, ideia que passou a ser alimentada por Jules Rimet (falecido em 1956; presidiu a Fifa de 1921 a 1954).

Em 1928, em meio à Olimpíada de Amsterdã, exatamente no dia da estreia do futebol, Rimet soltou o verbo: em uma conferência, anunciou planos de montar um torneio aberto a todos os membros da Fifa. Logo, a Itália, a Suécia, os Países Baixos (atual Holanda), Espanha e Uruguai se inscreveram para sediar a competição.

Atravessando o Atlântico


Decidiu-se que o Uruguai sediaria a Copa. Para as equipes europeias, ficou difícil, a começar do deslocamento. Para começo de história, não havia transporte aéreo quer dizer, o avião já existia, mas ainda ia demorar um pouco para se configurar a aviação comercial como conhecemos hoje. As viagens entre os continentes, em 1930, eram feitas de navio. Navio! E eram viagens longas e caras.

Quase que as equipes europeias não vinham. Em fins de abril de 1930, dois meses depois do fim do prazo marcado para as inscrições (encerradas em fevereiro), nenhuma seleção do Velho Continente havia se inscrito. Foi preciso a Fifa e o governo uruguaio prometerem garantir o custeio da viagem para virem de lá para cá quatro países - Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia.

Falando em participantes, amtes que alguém pergunte se houve eliminatória, como ocorre hoje, a resposta é... não. Todos os participantes foram convidados pela Fifa.

Os jogos no Uruguai


Os jogos foram realizados em Montevidéu, a capital uruguaia, de 13 a 30 de julho de 1930 - em pleno inverno! - , nos estádios Centenário (construído especificamente para a Copa), Pocitos e Parque Central (que comportavam no máximo 20 mil pessoas).

Exatas 13 equipes participaram da competição além do anfitrião Uruguai e do Brasil, estiveram nesta primeira Copa as seleções da Argentina, Chile, França, México, Bolívia, Iugoslávia, Peru, Romênia, Estados Unidos, Paraguai e Bélgica.

Ao todo, foram realizados 18 jogos, dez deles no Centenário e ao fim a taça, a Copa daquela competição pioneira, ficou com o anfitrião Uruguai mesmo, que na grande final venceu a Argentina por 4 a 2.

Quatro anos depois - em 1934 a competição teria lugar na Europa, mais precisamente na Itália. Mas esta é uma história que fica para o próximo episódio...

O Brasil na Copa


E o Brasil? A seleção comandada por Píndaro Carvalho participou de apenas duas partidas. A estreia foi contra a Iugoslávia no dia 14 de julho, no Parque Central. O tempo estava um gelo frio de dois graus, mais uma chuva que forçou o árbitro local Aníbal Tejeda a interromper mais de uma vez o jogo. A Iugoslávia saiu na frente, com gols de Timanic (aos 21 minutos do primeiro tempo) e Bek (aos 30 minutos); o Brasil fez seu gol de honra e seu primeiro em Copas do Mundo com Preguinho, aos 17 minutos do segundo tempo. Placar final: Brasil 1 x 2 Iugoslávia.

Três dias depois, a Iugoslávia aplicou 4 a zero na Bolívia, ficando com uma vaga às semifinais e eliminando o Brasil que no dia 22 cumpriu tabela ante os bolivianos no Centenário, diante de pouco mais de 3 mil pessoas. Píndaro trocou meio time e... Brasil 4 x 0 Bolívia, gols de Moderato (aos 37 do primeiro tempo e aos 28 do segundo tempo) e de Preguinho (aos 12 e aos 38 do segundo tempo, tornando-se o primeiro artilheiro do Brasil na Copa). E assim foi a participação do Brasil no Uruguai.

Todos os jogos de 1930

DataFaseGrupoJogo
13.07.1930Classif1França 4 x 1 México
13.07.1930Classif4Estados Unidos 3 x 0 Bélgica
14.07.1930Classif2Iugoslávia 2 x 1 Brasil
14.07.1930Classif3Romênia 3 x 1 Peru
15.07.1930Classif1Argentina 1 x 0 França
16.07.1930Classif1Chile 3 x 0 México
17.07.1930Classif2Iugoslávia 4 x 0 Bolívia
17.07.1930Classif4Estados Unidos 3 x 0 Paraguai
18.07.1930Classif3Uruguai 1 x 0 Peru
19.07.1930Classif1Argentina 6 x 3 México
19.07.1930Classif1Chile 1 x 0 França
20.07.1930Classif2Brasil 4 x 0 Bolívia
20.07.1930Classif4Paraguai 1 x 0 Bélgica
21.07.1930Classif3Uruguai 4 x 0 Romênia
22.07.1930Classif1Argentina 3 x 1 Chile
26.07.1930Semifinais-Argentina 6 x 1 Estados Unidos
27.07.1930Semifinais-Uruguai 6 x 1 Iugoslávia
30.07.1930Final-Uruguai 4 x 2 Argentina

Uruguai campeão


Fatos curiosos

  • A seleção brasileira de 1930 era basicamente formada por atletas cariocas. Não que apenas os jogadores do Rio de Janeiro fossem mais capazes que qualquer outro; o fato curioso de deu por conta de pirraça entre dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antecessora da hoje CBF) e da Associação Paulista de Esportes Atléticos. No fim, foram cortados os atletas que atuavam no futebol paulista, com exceção do atacante Arakém, que na época da convocação estava sem clube. Sorte dele: se estivesse em algum time, nem teria sido chamado...
  • Eis os plantel do Brasil na Copa de 1930 - os goleiros Joel (América) e Velloso (Fluminense ); os zagueiros Brilhante (Vasco ), Itália (Vasco ) e Zé Luiz (São Cristóvão); os meiocampistas Hermógenes (América), Oscarino e Manoelzinho (Ipiranga de Niterói), Fausto (Vasco ), Fernando, Ivan e Fortes (Fluminense ), Benvenuto (Flamengo ) e Pamplona (Botafogo ); e os atacantes Moderato (Flamengo ), Carvalho Leite, Nilo e Benedito (Botafogo ), Preguinho (Fluminense ), Poly (Americano), Russinho (Vasco ), Teófilo e Doca (São Cristóvão), e Arakém.
  • Dois navios trouxeram boa parte das equipes que participaram da Copa no Uruguai. Romenos, belgas e franceses chegaram no navio SS Comte Verde (na mesma embarcação ainda vieram Jules Rimet, a taça e três árbitros além da delegação brasileira, que embarcou quando o navio fez uma parada no Rio de Janeiro); os iugoslavos, no navio-correio Florida.


Autor: Por Rogério Torquato