quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alguém quer saber mais sobre impactos sociais gerados pela Vale dos Ventos em Barra de Camaratuba?

Olá gente bonita.

Ultimamente estive envolvido num projeto de pesquisa sobre os impactos causados pela usina eólica Vales dos Ventos, da Pacific Hydro, na comunidade de Barra de Camaratuba, município de Mataraca. Fiz diversos trabalhos de campo no local, o que resultou num realório de 80 páginas descrevendo a situação dos morados da região, em conjunto a uma discussão embasada no estudo da geração de energia em contraste com impactos sociais.
Se alguém também estiver estudando este assunto, ou necessita de algum esclarecimento sobre ele, pode entrar em contato comigo pelo email pedrofelipelh@hotmail.com e solicitar o relatório de minha pesquisa. Ficarei feliz em lhe ajudar.


A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

E aí pessoal...

Estava foheando a revista superinteressante e vi um reportagem que falava sobre um tipo de pílula da inteligência. Fiquei um tanto cuioso e resolvi dar uma pesquisada na net. Esse tipo de medicamento, acreditem, é usado para pessoas com doenças mentais, no entanto, de acordo com vários depoimentos, elas funcionam como estimulantes de raciocínio e de memória nas pessoas sadias. Há quem goste ou não dessa ideia, estudos estão sendo feitos em busca de respostas e da captação de prováveis efeitos colaterais a longo prazo. Deem uma na reportagem abaixo, que este assunto é, no mínimo, interessante.

A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

Imagine uma pílula que não causasse efeitos colaterais, barata, e que depois de tomar seu QI aumentasse vários pontos. Você usaria?

Um grupo de cientistas, verdadeiros pesos-pesados na área de neurociência, saúde pública, direito e ética, lançou esta semana um manifesto na prestigiosa revista Nature, pedindo para acelerar as pesquisas -e se possível a liberação para consumo- de drogas que aumentam a inteligência.

A idéia seria, caso as pesquisas não demonstrem nenhum efeito colateral, que adultos tivessem a liberdade de ingerir livremente essas substâncias, sem nenhum tipo de criminalização.

Que um grupo de cientistas e juristas desse porte peça a liberação desse tipo de “doping” mental pode parecer uma loucura para muitos, mas a leitura atenta do artigo dá algumas pistas sobre os reais motivos.

O fato é que, como veremos, o problema já está colocado na sociedade, e ele exige respostas científicas -que só serão conseguidas mediante muita pesquisa-, e análise dos aspectos éticos por parte da sociedade.

QUESTÃO CIENTÍFICA
Não é de hoje que pesquisadores tentam descobrir medicamentos para tratar doenças cerebrais, como o mal de Alzheimer, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção – hiperatividade (TDAH), o mal de Parkinson, etc.

Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores, e o paciente passa a ter parte de suas atividades mentais comprometidas, tanto na sua capacidade de aprendizado, memorização, compreensão, linguagem, distúrbios de sono, etc.

Nos últimos anos, o uso de algumas drogas como a Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil, entre outras, provocaram melhoras importantes no quadro clínico desses pacientes, permitindo uma notável recuperação na qualidade de vida. Entretanto, algumas dessas drogas passaram a ser consumidas (ilegalmente ou sem prescrição) por indivíduos sadios, os quais também descreveram melhoras no desempenho intelectual.

Pesquisas mostram que aproximadamente 7% dos alunos universitários dos Estados Unidos já consomem essas substâncias, e em alguns campi, o consumo atinge 25% dos estudantes.

Entretanto, como esses medicamentos são recentes ainda não existem suficientes estudos que nos permitam saber quais os efeitos colaterais do se uso a longo prazo, principalmente quando ingeridos por indivíduos sadios. Não há estudos que avaliem ao certo quanto melhor o cérebro funciona, quanto aumenta nosso QI, nem os efeitos dessas drogas sobre o cérebro -em formação- de crianças e adolescentes.

Tampouco se sabe se o uso desses compostos provoca apenas uma melhora temporária na capacidade cognitiva, ou se as alterações aumentam de fato a capacidade de aprender, através de mudanças permanentes da organização cerebral. Mas como a droga já está sendo consumida, o pedido dos cientistas para aumentar as pesquisas (de preferência por instituições públicas) faz todo sentido.

QUESTÃO ÉTICA
O surgimento deste tipo de drogas coloca uma série de desafios éticos que, uma vez respondidas as questões científicas, devem ser analisados pela sociedade. Apenas para citar alguns dos problemas que já estão surgindo:

- O exercito dos Estados Unidos atualmente subministra aos soldados alguns desses medicamentos, sendo que o consumo não pode ser recusado pelos mesmos. +Sob efeito dessas substâncias, os soldados mostram um melhor desempenho, maior capacidade de discriminação, e reflexos mais apurados. As conseqüências são óbvias. Podem vir a se transformar em máquinas de matar extremamente eficientes.

-Seria ético que um empresário passasse a exigir que seus funcionários fizessem uso desses medicamentos para aumentar o desempenho e a produtividade? A exigência formal não seria nem necessária. A maior produtividade de um funcionário que faz uso da droga poderia obrigar seu colega a também ingeri-la para manter seu emprego.

-Seria correto que um colégio, para melhorar o desempenho escolar dos alunos, incentivasse o uso desses medicamentos? Insano? É bem provável que muitas escolas já estejam fazendo isso com a Ritalina, alegando que os alunos não aprendem por que são hiperativos.

-E num vestibular? Seria justo que apenas alguns estudantes utilizassem esse doping mental e outros não? Seria justo que apenas os que podem pagar por esses medicamentos possam fazer uso deles em detrimento dos outros?

-Caso não sejam observados efeitos colaterais importantes, quais seriam as conseqüências globais para a sociedade se todos os indivíduos tivéssemos acesso a drogas que nos tornem mais inteligentes?

É isso aí. Parece que o futuro chega cada vez mais rápido. O antídoto para não nos pegar desprevenidos é informação, informação, e mais informação. Ficar mais inteligente mediante o uso de drogas pode parecer antinatural.

Mas não mais antinatural que a roupa que usamos, a casa onde moramos, o carro que nos transporta, a medicação que tomamos ao longo da nossa vida para viver mais e melhor, os óculos que estou usando para escrever este artigo, e o papel sobre o qual ele estará escrito amanhã.
Você não acha?


Do autor: Roelf Cruz Rizzolo é professor de Anatomia Humana da Unesp, câmpus de Araçatuba, Este artigo foi publicado inicialmente na coluna Ciência do jornal Folha da Região, em Araçatuba, SP

Fonte: Towards responsible use of cognitive-enhancing drugs by the healthy; Nature, doi:10.1038/ 456702a; Published online 7 December 2008; Henry Greely e cols.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dica de Filme: Avatar


Oi galerinha bonita...

Hoje vim aqui dar a você uma superdica de filme: Avatar, do diretor James Cameron (para quem não lembra, é o diretorde Titanic). Assisti-o no fim do ano passado e foi uma experiência maravilhosa. Decididamente, foi o melhor filme que prestigiei em 2009 (no cinema). Para que vocês fiquem mais introsados com essa mega produção, trago uma resenha feita por Ronald D'Arcadia, do portal "cinemacomrapadura.com.br", que deu nota 10 ao longa. Deem uma olhadinha e espero que gostem desta superprodução...

Avatar

James Cameron é o cara? Depois de tantas tentativas, será que James Cameron conseguiu unir beleza visual a um conteúdo digno de ser lembrado? Sim! A resposta para essa pergunta está exata!

Avaliação: 10

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“Avatar” é um dos lançamentos mais esperados desse ano. Há muito tempo que se fala de todas as evoluções e aperfeiçoamentos que Cameron e sua trupe vêm realizando nos bastidores do filme, uma propaganda maciça do que estaria por vir. Criar tamanho alvoroço é uma jogada perigosa, pois o longa tem de superar as expectativas mais vertiginosas.

A história é clássica e simples. A organização que se denomina “Administração de Desenvolvimento e Recursos” (RDA, em inglês) está em Pandora, um planeta lindo e selvagem, rico em unobtainium. Tal material vale bilhões só o quilo e é a solução para a crise energética da Terra, pois adivinhe, tudo foi consumado por aqui.

O planeta é habitado por uma raça de humanóides muito inusitada. São seres que medem 3,50 de altura, sendo azuis e livres (entendem-se selvagens para os humanos). Um dos pontos de maior concentração do valioso unobtainium é exatamente de baixo do local onde uma das tribos desse enorme planeta se sitia, eles são os Na’vi. Um conflito então logo surgirá.

Para tentar evitar a perda de vidas de muitos nativos, todo um estudo da raça é gerenciado pela doutora Grace Augustine (Sigourney Weaver), que mantém contato direto com os Na’vi, tendo até ensinado inglês para alguns. Mas a doutora, que é fluente na linguagem da tribo, se aproxima por meio de avatares, seres que tem o DNA humano e Na’vi misturados. Por meio de uma tecnologia (que é rapidamente explanada no filme), seres humanos conseguem adentrar nesses corpos e ter controle sobre eles, conhecendo assim os privilégios da raça, podendo voltar sãos e salvos durante o sono do avatar.

É então que entra Jake Sully (San Worthington), fuzileiro paraplégico. O irmão gêmeo de Sully fazia parte do projeto da Dra. Grace, mas morreu pouco antes de experimentar seu avatar. Como os irmãos possuem semelhanças biológicas idênticas, Sully assume este avatar, mesmo sem nenhum treinamento anterior. Ele não conhece a língua e nem os costumes dos Na’vi, e parte às cegas, e um dos principais motivos disso é a possibilidade de poder andar novamente.

O soldado Sully é visado pelo Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), milico cicatrizado brucutu que comanda os serviços de segurança particular da RDA. Um exército de mercenários do céu e da terra. Ele ordena que Sully se infiltre na tribo, ganhando confiança, para assim tirar informações preciosas para Parker Selfridge (Giovanni Ribisi), líder máximo da operação no planeta e verdadeiro mercador da morte.

Claramente que Sully vai sofrer de um complexo de identidade, pois afinal, um paraplégico que volta a andar e atraca em um planeta empolgante, encontra um povo sábio e coeso, que vive uma ligação inexplicável com sua floresta, que é a arrasadoramente bela… Isso seria óbvio. Devemos lembrar que ele é um fuzileiro americano (entende-se maluco), mas seria demais para qualquer um.

Tecnicamente falando, o mais positivo de “Avatar” é o planeta Pandora. Tendo o gene da beleza em sua evolução, a criação do planeta é tão rica em detalhes que fica impossível de citar aqui. Diversas espécies de flora e fauna foram desenvolvidas com inspiração, assim como uma linguagem própria dos habitantes (Tolkien fazendo escola). Seres lindos e assustadores, críveis, como uma realidade paralela. Durante a noite tudo se ilumina, algo parecido com uma floresta de neon.

Como a Dra. Grace explica, são mais de um trilhão de árvores, e neste mundo tudo se conecta por algo que pode ser comparado a um cabo USB que os Na’vi possuem em seu cabelo. Informações podem ser guardadas em certas árvores. Uma evolução que desafia a lógica. “São mais conexões que o cérebro humano”, cita a doutora. Realmente um panorama muito criativo.

É impressionante pensar que toda a selva é computação gráfica. Em certos momentos vemos sólidos e enormes pedaços de terra flutuando em uma área com gravidade alterada, isso com certeza soa de forma inconcebível, mas dentro da floresta é tudo tão perfeito, que mais parece alguma floresta tropical do que algo digital. É realmente arrasador.

Cameron criou artifícios especiais para o longa. O 3D é feito com apenas uma câmera – normalmente é feito com duas – e também criou um monitor mágico que transforma os atores automaticamente em seus avatares digitais, tendo o resultado final na hora. A captura de movimento está seis vezes aumentada e mesmo com rostos totalmente diferentes (olhos e narizes maiores, pescoços maiores e por aí vai), podemos perceber vividamente a interpretação dos atores, seus olhares e feições nos personagens. Os efeitos sonoros e a trilha incidental também marcam sua presença de forma excelente. As composições têm como base o fundo orquestral, mas passeiam por diversos elementos diferentes, como a música eletrônica.

A primeira etapa do filme parece se arrastar um pouco, talvez devido a expectativa de ver logo os personagens no fervo. É quando começa a visitação de Pandora que tudo vai evoluindo. O plot é simples: O bem contra o mal, uma história de amor cheia de problemas, consciências pesadas e atitudes honradas no final. Mesmo contendo alguns “clichês”, herdados, por exemplo, de filmes como “Star Wars”, “Avatar” consegue passar sua mensagem muito bem, mostrando todos os benefícios de um povo que cuida de sua mãe (a natureza), ao invés de enterra- lá (como nós). Todo o desenrolar dos ensinamentos abordados no filme são a melhor forma de apresentar o planeta e seus personagens, além de sempre ser interessante ver alguém aprendendo ou descobrindo algo fantástico (ex: o primeiro “Homem Aranha”).

Os atores também se destacam, em especial Zoë Saldana, que desaparece dentro de sua Neytiri. Ela entrega uma interpretação visceral mesmo não mostrando o rosto (pelo menos o real) em momento algum. Sam Worthington também é um ótimo ator. Seu Jake Sully é cativante e rapidamente ganha a torcida do público. Dosando muito bem o drama que há em seu personagem, todas suas escolhas e atitudes demonstram uma evolução natural de personalidade, de forma pura e simples. E o que falar de Sigourney Weaver? Trabalhando novamente com Cameron (a primeira parceria foi em “Aliens 2”), ela mostra tamanha afinidade com o longa que nem parece se esforçar para ser bem sucedida.

No time de coadjuvantes temos a enfezada Michelle Rodriguez como a piloto de helicóptero Trudy Chacon. O já citado Giovanni Ribisi encarna o capitalista mercador da morte Parker Selfridge, um personagem fácil de cair na mesmice, mas que faz Ribisi dar um show. Joel Moore faz o nerd gente fina Norm Spellman. Wes Studi, o ator indígena que fez “O Último dos Moicanos” de Michael Mann, interpreta o sábio e digital Eytukan, enquanto Stephen Lang alcança toda a alienação perigosa do Coronel Quaritch. E finalizando temos o ótimo Dileep Rao, ator que tem em seu currículo o inusitado Rham Jas de “Arraste me para o Inferno”, ele interpreta o solidário Dr. Max Pate.

“Avatar” realmente será lembrado. Ainda é cedo para diagnosticar o tamanho de sua repercussão, mas quase toda a mídia especializada aprovou o filme com veemência. James Cameron novamente chama a atenção e agora seu tiro é muito mais perfeito do que “Titanic” ou mesmo a franquia “O Exterminador do Futuro”. Ele literalmente criou um universo tão palpável e real que temos o planeta Pandora como um lugar a ser visitado, e não uma ilusão de computador. Então fica a dica de um fim de semana memorável em 3D IMAX. Aparentemente, a fórmula atual de James Cameron vem funcionando, ideias simples com embalagens belíssimas. É ver para crer.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010!

Olá pessoal...

Para mim 2009 foi um ano explêndido. Peço a Deus que 2010 seja um ano tão bom ou melhor que 2009. Desejo o mesmo para todos vocês e agradeço por estarem sempre presentes aqui. Este ano pretendo turbinar o blog e você não pode perder o montão de novidades que vem por aí viu...

Enfim, Feliz 2010!!!!


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Por que o Verbo se fez carne?

E ai pessoal, tudo bem?

Como estamos perto do Natal, nada melhor do que refletirmos sobre o porque da vinda de Jesus a este mundo. Estava dando uma olhadinha no site da Canção Nova e encontrei este texto que achei muito interessante. Leiam e descubram os mitérios da vinda daquele que havia de ser o maior mistério que já habitou neste mundo: Jesus.

Formações

Imagem de Destaque

Por que o Verbo se encarnou?

O maior acontecimento da história

"E o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós" (João 1, 14).

Deus se fez homem. Na Pessoa do Verbo, Ele assumiu a natureza humana sem abandonar a divina. Foi o maior acontecimento da história.

A fé na Encarnação verdadeira do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus" (1 Jo 4,2). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta "o grande mistério da piedade": "Ele foi manifestado na carne" (1 Tm 3,16).

Mas por que Deus se fez homem? A Igreja nos responde:

1 - “O Verbo se fez carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus” (Catecismo da Igreja Católica – CIC § 457).

"Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados" (1Jo 4,10). "O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo" (1 Jo 4,14). "Este apareceu para tirar os pecados" (1 Jo 3,5).

O pecado de toda a humanidade ofendeu a Majestade Infinita de Deus Criador; e nenhum resgate humano seria suficiente para reparar a ofensa contra a Majestade divina. O Catecismo afirma que:

“Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer em sacrifício por todos. A existência em Cristo da Pessoa Divina do Filho, que supera e, ao mesmo tempo, abraça todas as pessoas humanas, e que o constitui Cabeça de toda a humanidade, torna possível seu sacrifício redentor por todos” (CIC § 616).

A morte de Cristo realizou a redenção definitiva dos homens pelo "Cordeiro que tira o pecado do mundo" e reconduziu o homem à comunhão com Deus, reconciliando-o com Ele pelo "Sangue derramado por muitos para remissão dos pecados". Este sacrifício de Cristo é único. Ele realiza e supera todos os sacrifícios. Ele é primeiro um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega seu Filho para reconciliar-nos com Ele. É, ao mesmo tempo, oferenda do Filho de Deus feito homem, o qual, livremente e por amor, oferece a vida ao Pai pelo Espírito Santo, para reparar nossa desobediência.

“Como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim, pela obediência de um só, todos se tornarão justos" (Rm 5,19). Por Sua obediência até a morte, Jesus realizou a substituição do Servo Sofredor que "oferece sua vida em sacrifício expiatório", "quando carregava o pecado das multidões", "que Ele justifica levando sobre si o pecado de muitos".

São Gregório de Nissa, Padre da Igreja (†340), explica:

“Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância? Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visita-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (Or. Catech. 15: PG 45,48B).

A Epístola aos Hebreus fala do mesmo mistério:

“Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: Não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram de teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui... para fazer a tua vontade” (Hb 10,5-7, citando Sl 40,7-9 LXX).

2 – "O Verbo se fez carne para que conhecêssemos o amor de Deus" (CIC § 458).

"Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele" (1 Jo 4,9). "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna" (Jo 3,16).

Ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus por nós. O que mais o Senhor poderia ter feito por nós? Além de nascer como homem, sujeito às nossas fraquezas, ainda experimentou a morte na cruz.

São Paulo canta o mistério da Encarnação:

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,5-8).

3 – “O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade” (CIC § 459).

"Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim..." (Mt 11,29).

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: "Ouvi-o" (Mc 9,7). Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da Nova Lei: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). Este amor implica a oferta efetiva de si mesmo em seu seguimento.

4 – “O Verbo se fez carne para tornar-nos "participantes da natureza divina" (II Pd 1,4). (CIC § 460).

Santo Irineu (†202) assim explicou essa verdade:

"Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim, a filiação divina, se torne filho de Deus" (Adv. Haer., 3,19,1).

São Tomás de Aquino disse: “O Filho Unigênito de Deus, querendo-nos participantes de sua divindade, assumiu nossa natureza para que aquele que se fez homem dos homens fizesse deuses" (Opusc. 57 in festo Corp. Chr.1).

Foto

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

21/12/2009 - 08h25

O natal está chagando...

Galerinha, quanto tempo não...

Olha, eu nem conto a vocês como o meu fim de ano foi corrido. Depois de quase 5 meses estou retomando com meu bolg e durante as férias pretendo deixá-lo turbinado. Várias razões convergiram para que eu não pudesse mais postar, razões essas que serão explicadas para novas postagens, no entanto estou de volta e com todo o gás. Desde já, quero desejar a todos vocês um feliz Natal e uma ano novo cheio de paz, harmonia, saúde e, principalmente, fé. Um grande abraço pra todos vocês.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pedido de desculpas

E ai pessoa...

Vim aqui hoje pedir desculpa a vocês por não ter postado nada ultimamnete. Eu estava com muitos projetos e ainda não estava em férias, mas agora estou e vou voltar novamente a ativa e com tudo novo. Vocês gostaram do no designe do blog? Comentem...

terça-feira, 23 de junho de 2009

História da Festa Junina e tradições

E ai galera...
O São João tá aí e é sempre bom conhecer um pouco sobre como surgiu esta festa e o porque de sua maior manifestação no Nodeste. Acompanhem a matéria e desde já, um ótimo e animado São João...

História da Festa Junina e tradições

Origem da festa junina, história, tradições, festejos, comidas típicas, quermesses, dança da quadrilha, influência francesa, portuguesa, espanhola e chinesa, as festas no Nordeste, dia de Santo Antônio, São João e São Pedro, as simpatias de casamento e crendices populares, músicas típicas da época, os balões

desenho festa junina

Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm

domingo, 7 de junho de 2009

A situação do índio brasileiro

Olá galerinha...

Estou postando hoje um texto que fiz para uma das oficinas para o Concurso Nacional de redação Assis Chateoubrian, que tem como tema este ano: "Marechal Rondon:A luta pela integração nacional e a causa indígena". Na oficina passada assistimos ao filme TERRA VERMELHA, que por sinal é muito bom, e nos foi solicitado pela professora um texto que falasse sobre a situação do índio no Brasil hoje. Leiam e deixem comentários:


http://www.fai-mg.br/portal/imagens/bib_i_indio.jpeg

A situação do índio brasileiro

Observamos na mídia vários embates entre povos indígenas e grandes latifundiários, no que diz respeito às reservas indígenas. Não faz muito tempo que ficamos espantados com as tensões geradas em torno da Raposa Serra do Sol, onde pudemos ver índios e rizicultores buscando seus direitos e disputando terras da reserva. O Governo Federal emitiu uma ordem de desocupação para os fazendeiros, que resistiram, tendo o apoio do próprio Governo do Estado de Roraima, que estava mais preocupado com a economia da região. Diversas opiniões surgiram em torno dessa polêmica e até os próprios índios se dividiram. Tendo isso em vista, nos surge a seguinte questão: Porque, ainda hoje, depois de tantas lutas e sofrimento, os índios ainda sofrem com a intolerância e resistência da sociedade brasileira, que deveria lutar por sua preservação?

No século XVI, nosso país sofreu uma agressiva e dominadora colonização que, somada a outros males trazidos pelo contato com outros tipos de civilização, costumes e enfermidades, causaram um grande impacto social e demográfico sobre os nativos. Na época da chegada dos europeus, existiam entre 2 milhões e 5 milhões de índios que se distribuíam entre cerca de 1,4 mil povos que falavam 1. 300 línguas distintas. Hoje, segundo dados da Funai (Fundação Nacional do Índio), a população indígena soma 512 mil indivíduos, sendo identificadas apenas 180 línguas nativas. Existem 614 reservas reconhecidas pela Funai como indígenas, que são habitadas por 225 povos.

Analisando esses dados, podemos ver quão intensa e devastadora foi a imposição de um novo modelo de sociedade aqui no Brasil. Não foram respeitadas crenças, direitos e nem mesmo a própria dignidade humana dos nativos. Hoje, o índio ainda não foi totalmente restituído de suas perdas, mas a constituição já lhe garante os alicerces de sua sociedade e de seus costumes: a terra. Porém, ainda hoje, latifundiários e grandes produtores questionam os direitos do índio, desprezando assim sua própria identidade, pois o índio é o grande representante da identidade cultural do nosso país, tanto quanto, ou até mais do que os negros e brancos, pois foram os primeiros a habitar nesta terra.

Não diferente dos latifundiários e das pequenas comunidades rurais que disputam terras com os índios, a própria sociedade brasileira tem uma visão freqüentemente distorcida da realidade e dos valores indígenas. São vistos, ou de maneira preconceituosa, ou de maneira idealizada. É importante ressaltar que o processo de transformação de usos e costumes é normal no desenvolvimento de qualquer sociedade. Está muito claro que a sociedade indígena, como qualquer outra, tem o direito ao desenvolvimento e não pode ser discriminada por isso.

Enfim, é preciso incentivar políticas publicas que tenham em vista a melhoria da situação das sociedades indígenas no país. Não podemos tratar a história viva da nossa nação como qualquer coisa. Somos todos seres humanos e temos direito a saúde, educação e respeito. Respeito por parte do governo e respeito por parte da população em geral. É muito bonito saber que em nosso sangue corre sangue de várias cores e raças, e mais bonito será quando soubermos valorizar cada uma delas.

Por: Pedro Felipe de Lima Henrique

sábado, 30 de maio de 2009

Pentecostes está chegando...

http://www.santamaria.org.br/BancoImagens/Imagem_1829.jpg
Amanhã, a nossa Igraja celebra o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolo, e busca revivenciar e renovar os dons que o mesmo proporciona. Todo o nosso carisma provém Dele, assim como nossos mais preciosos dons. Vamos todos louvar e bendizer à Deus pela vinda do paráclito ao nosso auxílio.