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sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que o jovem não deve ler!

Pessoal,

Trabalhei essa semana com um texto muito legal do Ulisses Tavares, intitulado "Por que os jovens não devem ler". Compartilho agora com vocês essa maravilhosa leitura:

Por que o jovem não deve ler!

Ulisses Tavares

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.

E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.

(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)

Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)

Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia.

Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.

Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua técnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.

E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.

Viram como ler atrapalha?

A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.

E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.

Porisso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.

A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.

Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.

E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

  1. Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;
  2. Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;
  3. Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;
  4. Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;
  5. Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.

Mas páro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.

De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem:

"Faz escuro, mas eu canto!"

Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaf7GGX60fN6BY_vk9XNwOpLaXqNwmk_nPbZTVu8pXeJs6vgMeaEx95PHOsDxBOPx4hnjIq7B-rKEBQ9djJzIy1fDOIOG6oTGfARtKFMdig6UZtRTyB7IfkmdC9At2J5koa5ZmrXWeoCk/s400/livros2.bmp

sábado, 24 de julho de 2010

Eleições 2010 - Em quem você vai votar?

Oi galera...

Hoje vim compartilhar com vocês o desejo íntimo de fazer alguma coisa nessa eleição. Algum movimento em defesa de ideologias políticas que levassem nosso país pra frente. Dos candidatos à presidência que disputam essa eleição, apenas um me inspira a fazer isso: MARINA SILVA. É a mais preparada, competente, honesta, humilde e comprometida com a integração entre crescimento econômico e a preservação ambiental, garantindo ao país um desenvolvimento equitativo e sustentável frente aonovos desafios do sóculo XXI. Ela é a única capaz de conseguir alavancar a educação básica, salvar a amazânia e contiar erradicando a pobreza, não deixando de lado o crescimento econômico do nosso país. Pensando nisso, procurei na internet um texto que explicasse detalhadamente porque devemos votar em Marina nessa eleição, e olhem o que eu achei:

http://www.abril.com.br/imagem/marina-silva436.jpg

Em quem eu voto


Muitos amigos meus me perguntam porque e como eu não vou votar na Dilma e se eu prefiro o SEEEEERRRRAAAA????? Pois hoje resolvi respondê-los.

Não voto na Dilma porque ela é do PT e o “pragmatismo” petista tem sido muito mais odioso do que o “esqueçam o que eu disse” do FHC. Um partido que representava o sonho de uma política mais limpa, um partido que deveria se aliar com a esquerda ou, no máximo, com um centro esquerda como um PSDB da vida, jamais poderia seguir uma política prostituída como a do atual PMDB. O PT, a meu ver, não deveria ter o direito de sentar-se à mesa com Sarney, Edson Lobão, Renan Calheiros, Fernando Collor e semelhantes. Muito menos articular com essas figuras para que elas mandem no Congresso Nacional de forma tão explícita como nem no FHC mandaram. Essa simbiose é imoral.

Não voto na Dilma porque ela é do PT e esse partido não fez ABSOLUTAMENTE NADA pela educação em seu governo. Se criar condições para a proliferação de Faculdades em todos os lugares ao ponto de gerar uma profunda crise no setor é tudo o que o PT ofereceu nesses oito anos, eu realmente posso dar nota zero para ele no quesito educação, um dos que ele mais defendia. Para mim, o PT teria que investir na educação básica de qualidade com muito dinheiro e seriedade. Somente quando o mais pobre tiver condições de disputar uma vaga na Federal com o mais rico a educação pública poderá ser chamada de decente. E o PT sabe(ia) disso. Emancipar não tem sido o principal objetivo do partido, será por quê?

Não voto na Dilma porque não sei quem ela é. Quando falo isso, me repreendem duramente falando que ela é uma figura ilibada, com uma grande história política de resistência na COLINA, no VAR Palmares, etc. Diante disso, faço várias observações, dentre elas, que são inúmeras, destaco apenas três: a) pergunto detalhes sobre essa história e ninguém sabe me responder, b) não creio que ter sido militante radical de esquerda na década de 70 credencia alguém a ocupar o mais alto cargo administrativo e POLÍTICO do país. Creio que a política é o espaço da visibilidade e a Dilma, por mais heróica, combatente e capaz que seja, ocupa o espaço da invisibilidade, o espaço da anti-política, c) luta política por luta política, a Marina e até o Serra também fazem parte desse balaio e são honestos.

Frente a esse impasse, escolho meu voto: MARINA SILVA. Essa, a meu ver, é ilibada, tem uma história de luta tão grande quanto a Dilma, e é afinada com o futuro. Marina Silva seria a única capaz de acabar com a farra gringa e do “terceiro setor” na Amazônia, de promover um desenvolvimento sustentável que traga divisas para o país e para os povos da Amazônia. E que seria capaz de (re)integrar a Amazônia ao Brasil, levando ao norte prosperidade, legalidade, justiça. Não vejo com bons olhos o norte do Brasil ficar na situação em que se encontra. Marina sabe disso e é corajosa.

Mas a Marina não tem partido, não se governa assim, e coisa e tal. Garanto que Marina sabe disso e que é capaz de fazer uma aliança com um grande partido de forma mais decente do que a feita pelo PT (aliás, quem sabe ela não se alia com o PSDB? Seria, no mínimo, humilhante). E a Marina tem visibilidade, ocupa o lugar do aparecer, da política. Eu sei quem é a Marina, que tem uma doença tratada às claras, que é frágil, mas que tem uma alma imensa, do tamanho do meu país. Coisas que ainda não consegui saber da Dilma. E acho que a Marina terá um vice um pouco melhor do que o Temer.

Mais ainda, muitos com quem tenho conversado, dizem que vão votar na Marina. Se começarmos uma campanha de fé e esperança, ela pode chegar bem mais longe do que imaginamos. Isso sim, é uma presidenta que eu teria imenso orgulho, que me faria chorar em sua posse, que seria a esperança do meio ambiente no Brasil e, portanto, de 40% do futuro de nossa nação (os 60% estão nas mãos da educação, área sobre a qual nenhum candidato, nem a Marina, parece ter a mínima idéia do que fazer).

Ah, e só para comparar com o nosso atual presidente, é bom lembrar que Marina era tão ou mais pobre do que o Lula, que ela também entrou na política pela esquerda, só que não se aliou com senadores duvidosos, mas os denunciou. Marina é pobre, mas sabe da importância transformadora da educação e, ao invés de vangloriar-se de não ter estudado, conseguiu, com muita luta, se formar em história. Marina sabe que há vencedores sem diploma, mas é honesta e admite que, entre os vencedores, os com diploma (de qualidade) são imensa maioria.

Voto na Marina! Mulher de biografia linda (e conhecida), mulher com um belo nome, mulher vencedora. Marina, mulher coerente, que largou o ministério porque não poderia fazer nada com ele, que rompeu com o seu partido porque ele se corrompeu ideologicamente. Voto na Marina, que continua acreditando que um governo pode ser decente e que sabe que do uso sustentável do meio ambiente depende o futuro do planeta.

Finalmente, para responder a questão das primeiras linhas, “você prefere o SEEEEERRRRRAAAAA?”, eu digo que não, prefiro a Marina. Mas se não tiver jeito, porque não o Serra? Ele trabalha feito cão, sonha com isso há anos, é do PSDB, que é menos indecente que o PMDB, também tem história de militância e é conhecido, visível, político.

Não voto na Dilma porque sou de esquerda, mas uma esquerda moderna, que vê no cuidado ambiental, no desenvolvimento sustentável, no estímulo à economia solidária, o futuro do Brasil. O nosso turismo, por exemplo, deveria ser feito com base em organizações de economia solidária. Nosso litoral está sendo vendido ao estrangeiro, que não dá o retorno devido às comunidades locais. E Marina sabe muito mais sobre isso do que a Dilma.

Acima de tudo, não voto na Dilma porque não acredito que posso me sentar à mesa com Jesus e Judas, como diz o seu mentor, com quem ela, aparentemente, concorda em tudo.

Mas se a Dilma colocar um vice-presidente decente em sua chapa, fizer-se mais transparente com sua vida pessoal, política e ideológica e me prometer que vai eliminar os atuais caciques do Congresso, refazer o Maranhão e Alagoas, e firmar alianças moralmente decentes para governar, eu até penso em reconsiderar o meu voto. Apesar de Marina soar tão mais belo, leve e doce aos meus ouvidos.

Paulo Vitor de Lara Resende

Professor que foi pego pela marolinha do Lula e que está muito aborrecido com a política e com a educação brasileiras.


Legal né!?

Reflitam bem e não esqueçam: o voto é a principal arma da democracia, não o subestime. Vote com consciência!!!

domingo, 13 de junho de 2010

A tecnologia e as novas formas de cidadania

Olá gelera...
Todos evidentemente sabem que neste ano haverão eleições para deputados, senadores, governadores e presidente. Nós, como eleitores, temos que sempre estar atentos as propostas de cada candidato. Mas eu não vim falar sobre a importância da eleição como exercício da cidadania ou avaliar a índole dos seus candidatos. Hoje eu vim dividir com vocês uma matéria muito interessante que eu tive a oportunidade de ler graças ao meu amigo Joel (valeu amigão). Ela trata do uso da internet para a prática da cidadania e os movimentos de luta na era da internet. Leia e visite os sites propostos pela matéria. Eles são realmente muito úteis.

13/06/2010 07h15 - Atualizado em 13/06/2010 07h54

'Webcidadania' avança no Brasil e muda o foco da participação política

Ferramentas induzem o cidadão a assumir papel ativo na vida pública.
Redes sociais e banco de dados ajudam a cobrar e fiscalizar políticos.

Thiago Guimarães Do G1, em São Paulo

No momento em que as campanhas eleitorais no Brasil parecem acordar para o potencial da internet, montando estratégias e equipes para fisgar o voto na rede, iniciativas na web sem vínculo partidário ajudam o cidadão a participar da vida pública e fiscalizar a classe política.

São ferramentas digitais que invertem o eixo da participação na vida pública: de simples receptores das mensagens de políticos e partidos, os cidadãos passam a ter voz ativa na organização de suas demandas.

O que antes tomava papel, telefone, carros de som e horas de reuniões hoje pode ser feito em poucos cliques – de listar problemas do bairro a monitorar o trabalho de deputados e senadores em Brasília.

Sites e movimentos que promovem a chamada cidadania na web avançam no país e mostram resultados. O G1 apresenta algumas dessas iniciativas.

Vote na Web
No ar desde novembro de 2009, o Vote na Web ajuda o internauta a acompanhar projetos de lei em tramitação no Congresso.

O site resume propostas complexas em poucas linhas, com ênfase nos aspectos que interferem na vida das pessoas. Mediante rápido cadastro, o usuário também pode “votar” nas propostas e acompanhar o mapa das opiniões dos internautas.

vote na web 2
Site "Vote na web" (www.votenaweb.com.br)

Quem quiser também pode se cadastrar para receber, por e-mail, informações sobre a tramitação da proposta de seu interesse.

Como é praticamente impossível cadastrar todos os projetos - foram mais de 6.000 nos últimos dois anos -, o site, ao entrar no ar, mostrava uma proposta de cada parlamentar. Depois passou a cadastrar todo projeto apresentado na Câmara e no Senado desde então.

“A gente não precisa mais pintar a cara e ir para a rua. É possível se mobilizar pela internet”, afirma o idealizador do projeto, Fernando Barreto, da Webcitizen, empresa de Belo Horizonte que cria aplicativos para engajamento cívico.

Em pouco mais de seis meses, o Vote na Web tem 5.000 usuários cadastrados e mais de 100 mil votos virtuais.

Excelências
O projeto Excelências, da Transparência Brasil, reúne o maior banco de dados sobre parlamentares em exercício no Brasil, nos três níveis de governo (União, Estados e municípios).

site Excelencias
Site "Excelencias" (www.excelencias.org.br)

Se o usuário quiser saber, por exemplo, quantas vezes um deputado faltou ao trabalho, a informação está lá. Histórico de doações eleitorais, citações na Justiça, variações no patrimônio de 2.368 políticos: dados extraídos de fontes oficiais e reunidos de forma a facilitar a consulta.

“É algo que reduz violentamente o tempo que alguém teria que gastar para buscar essas informações”, afirma Claudio Weber Abramo, secretário-geral da Transparência Brasil.

Eleitor 2010
A ideia do Eleitor 2010 é transformar o cidadão em fiscal do pleito de outubro. Surgiu pela experiência da jornalista Paula Góes, que sentia na pele a dificuldade em checar todas as denúncias feitas pela população em dia da votação.

“Recebíamos inúmeras denúncias, mas nunca tínhamos equipes para apurar todas. Isso gerava frustração para o eleitor - que sentia seu testemunho sem importância - e para o jornalista, que se via impotente”, diz Góes.

Moderadores analisam os relatos enviados ao site - por e-mail, celular, Twitter ou na própria plataforma. Classificam as denúncias como confirmadas ou não confirmadas e registram a credibilidade das fontes (testemunha ou vítima, por exemplo) e a confiabilidade das informações.

site eleitor
Site "Eleitor 2010" (http://eleitor2010.com/)

Os relatos aparecem em um mapa, onde podem ser filtrados por região ou categoria. Usuários, que não precisam se identificar, podem confirmar ou negar relatos e também solicitar o envio de denúncias feitas em determinada região.

Góes enumera idéias para evitar a manipulação política do site, como parcerias com estudantes de jornalismo e Promotorias Eleitorais.

“É uma plataforma que dá ao cidadão o poder de atuar como fiscal do que acontece a sua volta, desde que tenha as ferramentas mais básicas: um celular ou internet. Confiamos na boa fé da maioria dos brasileiros e esperamos contar com a ajuda de pessoas alinhadas com o propósito de alcançar um Brasil mais transparente e livre de corrupção”, afirma Paula.

Uma versão beta da plataforma está no ar desde o final de maio e já aceita relatos sobre o período da pré-campanha.

Cidade Democrática
O Cidade Democrática é uma rede social que une pessoas e causas, e não apenas pessoas. “No site não sou seu amigo, mas amigo de sua causa”, afirma o administrador Rodrigo Bandeira, idealizador do portal.

O usuário se cadastra como cidadão, ONG, parlamentar, empresa. Pode criar propostas, apoiar outras, fazer comentários. O portal entrou no ar em novembro de 2009 e conta com cerca de 2.700 pessoas.

Entre eles, mais da metade dos vereadores, a prefeitura e um deputado estadual de Jundiaí (SP), que acompanharam o movimento iniciado por um grupo de moradores.

site cidade democrática
Site "Cidade Democrática"

(www.cidadedemocratica.com.br)

A história começou com o estudante de Ciências Sociais Henrique Parra, 20, voluntário do Voto Consciente, um dos projetos pioneiros em São Paulo no acompanhamento das atividades legislativas.

Parra conheceu o site e passou a divulgá-lo aos amigos. “Sempre pedíamos que apontassem um problema ou divulgassem uma proposta ao entrarem no site”, diz o estudante, que listou problemas do seu bairro: falta de áreas de lazer e cachorros abandonados.

A plataforma ajudou a catalisar o trabalho de ONGs que promovem participação cidadã na cidade. Organizaram uma agenda de 12 reivindicações e começaram a cobrar a classe política.

Resultados não demoraram a chegar. De um deputado, uma emenda de R$ 200 mil para construção de ciclovias. Da prefeitura, um plano diretor para desenhar ciclovias para a cidade. Da Câmara Municipal, a mudança do horário das audiências públicas (de 9h para 19h) e o fim das votações secretas na Casa.

Para o idealizador Bandeira, a plataforma nasceu como forma de proporcionar um modo de os cidadãos definirem suas prioridades. "Percebemos que falávamos apenas do que estava na imprensa, e a partir daí discutíamos as questões", afirma.

Entusiasta da "webcidadania" como catalisador social, o estudante Parra não se anima, porém, com as eleições vindouras. "O momento eleitoral é muito pobre para a gente. Discute-se muito pouco agendas locais. A discussão vai mais para dossiês do que para o que realmente importa. Já nas redes sociais cada pessoa é produtora de conteúdo", diz.

Fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/06/webcidadania-avanca-no-brasil-e-muda-o-foco-da-participacao-politica.html

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Analfabeto Político...

Prestem atenção neste belíssimo poema de Bertolt Brecht:

O Analfabeto Político

"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
Privatizado
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence."

Agora reflitam...

Pensando sobre como mudar nosso país...

Olá pessoal...

Hoje me senti inspirado para começar uma discussão, aqui no blog, sobre temas que são determinantes para a formação de cidadãos pensantes e realmente atuantes na sociedade brasileira.

O primeiro deles é, evidentemente, a educação. A formação do senso crítico na juventude brasileira, principalmente a mais carente, é o principal desafio para edificação de um país bem estruturado.

O segundo é a garantia de qualidade de vida a todos os habitantes dessa nação. Já chega de esmolas do governo. Elas alienam a classe pobre, que é a grande maioria, a permaner no estado de inércia em vez de incentivar a busca por formação para atuação no mercado de trabalho.

Com esse sistema implantado e consolidado, continuamos a nos afundar ainda mais num poço que não tem mais fim. A única solução é a difusão da informação. Por isso eu convoco todos aqueles que ainda sonham com um país melhor, para uma mobilização ativa pela busca de melhorias. E não há mobilização maior, nesse país, do que o voto. Temos que mostrar aos brasileiros a verdadeira importância que ele (o voto) tem e como usá-lo de maneira digna.

Como disse Karl Max, agora eu repito: "Cidadãos marginalizados, massacrados, oprimidos e esquecidos deste país, uni-vos!!!!!" Construamos uma nação melhor...

http://www.fenastc.org.br/site/imagens_noticias/ID_36_olhosbrasileiros18pf%20(img104%20imageshack%20us).jpg

quarta-feira, 24 de março de 2010

A apropriação de conhecimento e a construção do verdadeiro saber

Olá galera...

Hoje vim refletir com vocês a questão da apropriação de conhecimento por parte dos estudantes nas escolas de ensino fundamental e médio do nosso país. Você acha que a formação do saber está ligada somente ao estudo teórico das disciplinas? Ou a verdadeira formação está ligada a compreensão do mundo através dos conhecimentos adquiridos na escola? Como será que estamos formando os nossos futuros pesquisadores, se não os ensinamos o verdadeiro valor do que se aprende em sala de aula e até onde aquilo é uma verdade absoluta?

É de extrema importância a adequada apropriação de conhecimentos por parte de nós, estudantes: àquela em que vemos, através dos livros e da oratória do professor, a imagem da realidade. O que acontece geralmente é a inversão do aprendizado, e o que aprendemos, ou decoramos, são os veículos em que esta realidade é transmitida, ou seja, não fazemos uma leitura em cima do material que nos é posto e nem o associamos com a realidade em si, mas aprendemos o jeito como ela é retratada nesse veículo.

Uma visão crítica é determinante para o verdadeiro aprendizado. A passividade sobre o que nos é posto é inimiga da formação do verdadeiro saber. A contextualização e a prática ativa do que aprendemos na escola é a chave mestra para o caminho da ciência. As escolas brasileiras precisam pensar no verdadeiro sentido do saber: a formação de uma sociedade próspera, justa, consciente e atuante, no que diz respeito à luta pelo bem-estar comum. Esse deve ser o sentimento, ou melhor, o conhecimento que suscita a prática da ciência.

Por: Pedro Felipe de Lima Henrique

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMi2AP0NjFwJl84fVFaCb0aNRD3LVvnGFVjW2G0cmK6AsDvGhprxcgdAH3Sbt3dpOEC-u4fSdVfF4h1w9SnvfX59z_Kod4QlaBNHWrL_D5kJnxm-dbi94rkszPiBW13NrFQtdfSJ4inG8/s400/estudando.gif

sábado, 20 de março de 2010

Como fazer leitura dinâmica

Olá Galera...

Olha que texto suprinteressante que eu achei:

Como fazer leitura dinâmica

Cansou de perder tempo com textos sem fim? Com as nossas dicas, qualquer um pode ser um The Flash dos livros

por Texto Luisa Destri

1. Elimine os ruídos

Desligue a TV, coloque o computador para descansar, prenda o cachorro e esqueça o celular. Sente-se confortavelmente sob um abajur e faça estes exercícios com um texto da SUPER que você já leu várias vezes, porque é importante treinar com uma informação que você domina.

2. Descubra a sua marca inicial

Cronometre um minuto no relógio e conte quantas palavras você consegue ler nesse tempo. Um leitor normal lê 150 palavras por minuto, com 60% de aproveitamento. Já um leitor dinâmico lê de 5 a 8 vezes melhor: 800 palavras, com compreensão de 80%.

3. Use os dedos

Tome cuidado para não pronunciar o que lê, mexendo a boca. Também tente evitar voltar sempre para a mesma linha do texto. Aí o jeito é acompanhar as linhas com o dedo. Agora é só acelerar e ler mais rápido. Você não vai entender nada no começo, mas seu cérebro vai ser forçado a absorver informações.

4. Visualize blocos

Com a aceleração, seu pensamento vai mudar e seus olhos aprenderão a focar em um único ponto da palavra. É aí que acontece a mágica: você não verá mais o texto como uma seqüência de letras, mas em unidades de pensamento.Para ler, você vai passar das sílabas para as palavras e das palavras para as idéias centrais do texto.

5. Troque de leitura

Vá aos poucos mudando o tipo de texto. Daquela reportagem que você já decorou, passe para notícias sobre celebridades, por exemplo, que são simples. Você conhecerá rapidamente as últimas bagunças de Paris Hilton – talvez até antes de ela cometer outra. Depois procure algo mais denso. Quer ter uma noção exata? É possível ler Dom Casmurro, que tem mais de 65 mil palavras, em 80 minutos.

Agora teste suas novas habilidades

Sua leitura estará dinâmica quando você absorver esta página em 24 segundos.

Fontes Alcides Shotten, diretor-executivo da Methodus, Predictores Neuropsicológicos de la Lectura em Español, artigo publicado na Revista de Neurología.

http://www.centrodeaprendizagem.com.br/Images/Areas/%7B18CF103F-D1E0-4A3B-AB2D-68E25EE572EE%7D_200407903-001.jpg

terça-feira, 16 de março de 2010

Geopolítica do Oriente Médio

Oi galera...
É sempre bom ficar informado sobre o que está acontecendo no mundo. Os principais conflitos etnico-culturais em plena atividade estão localizados no Oriente Médio. Todos os dias lemos em jornais e revistas artigos relacionados a este tema. Mas você entende os motivos pelos quais esses acontecimentos outrora surgem, e suas consequencias são tão drásticas? Entenda o porque destes conflitos lendo o texto abaixo:

Geopolítica do Oriente Médio

(Este texto está de acordo com as normas do novo Acordo Ortográfico)




Rastro de destruição: resultado da guerra do Líbano em 2006.

O Oriente Médio pode ser considerado como a parte do planeta que mais apresenta focos de conflitos, com destaque para as divergências entre árabes e judeus. Fato que teve início a partir da instauração do Estado de Israel, em 1947. Doravante a essa data, sucederam vários conflitos armados entre as duas nações.

Em 1988, Palestina e Israel iniciaram suas participações em acordos de paz. Em 1993, por exemplo, Yitzhak Rabin, primeiro ministro israelense daquele momento, e Yasser Arafat realizam um acordo de paz.

Tal acordo tinha caráter interino, dando autogoverno aos palestinos sobre os territórios ocupados, fato que permitiu um cessar fogo. No entanto, isso não foi suficiente, pois os atentados se intensificaram na região, desencadeados pela insatisfação por parte dos grupos radicais palestinos e israelenses. O problema se tornou ainda maior com a morte do primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado por um estudante judeu ortodoxo contrário a retirada israelense da Cisjordânia.

Yitzhak foi sucedido por Shimon Peres, que seguiu com o processo de paz iniciado. No ano de 1996, Yasser Arafat foi eleito presidente da Autoridade Palestina com um elevado número de votos (88,1%).

A formação de um Estado palestino não aconteceu de maneira completa, tendo em vista que o controle militar e das relações exteriores ainda era de responsabilidade dos israelenses. No final da década de 90, os conflitos se tornaram frequentes pela iniciativa dos grupos radicais palestinos e israelenses, isso prejudicou o processo de formação do Estado da Palestina.

Os conflitos se estenderam até os primeiros anos da década de 2000, tendo um aumento significativo na incidência de casos de atentados e confrontos armados, principalmente de ataques suicidas por parte dos palestinos. Desse modo, Israel respondeu rapidamente às ofensivas com diversos ataques ao território palestino, ocasionando a morte de terroristas e civis.

Diante do quadro desolador, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou e propôs, através dos Estados Unidos, a criação de um Estado palestino. Mesmo com essas iniciativas, o quadro geopolítico atual ainda é bastante conturbado, marcado por um elevado número de conflitos armados e atentados. Parece que as divergências não têm fim, tendo em vista que os israelenses culpam palestinos por não punir os extremistas contidos no território de sua atuação. Já os palestinos culpam os israelenses por agravar ainda mais a situação ao responder de forma armada aos ataques terroristas de seus extremistas. Em suma, parece que esse conflito é interminável, diante de tamanha intolerância externalizada pelos dois lados.

Não é possível destacar conflitos no Oriente Médio sem mencionar a questão do Iraque. No ano de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait com o pretexto de que esse país não estava cumprindo com as normas da OPEP quanto ao volume de produção de petróleo. Ofensiva interferida pelos Estados Unidos, com a aprovação da ONU. Desse modo, iniciou a guerra do Golfo, que durou de 17 de janeiro até 28 de fevereiro de 1991, finalizando com a derrota dos iraquianos, frustrando os planos do líder Saddam Hussein. Essa guerra deixou um saldo de centenas de milhares de mortes, sobretudo de soldados e cidadãos do Iraque. Apesar de ter sido derrotado, o líder ditador não foi destituído do cargo, por outro lado, os Estados Unidos instauraram um embargo econômico, fato que intensificou os problemas sociais no Iraque.

Há outro problema geopolítico envolvendo o Iraque, a aspiração do povo curdo em obter sua independência política e territorial. No ano de 1991, os curdos tentaram buscar sua independência em relação ao Iraque, mas foram agressivamente impedidos pelas forças iraquianas que promoveram um verdadeiro massacre, milhares de curdos foram mortos, além disso, aproximadamente 500 mil se refugiaram para as montanhas existentes na região. Isso terminou somente com a intervenção da ONU, que criou uma barreira de proteção em favor desse povo.

Em 2001, no dia 11 de setembro, os Estados Unidos sofreram ataques terroristas, desse modo, o então presidente norte-americano George W. Bush solicitou junto à ONU aprovação para invadir o Iraque, pedido que não obteve aprovação de grande parte dos integrantes da organização. Apesar disso, os Estados Unidos invadiram o Iraque, e, em março de 2003, iniciou uma guerra, provocando a rendição daquele país. Além disso, os norte-americanos destituíram Saddam Hussein da presidência do Iraque. Apesar do fim do governo ditador de Saddam, os conflitos ainda ocorrem e a estabilidade política parece que está distante de acontecer.

Existe ainda no Oriente Médio a luta pela posse das bacias hidrográficas e águas subterrâneas, que tem motivado o surgimento de focos de conflitos armados, um exemplo disso é a bacia do rio Jordão, disputada entre Israel, Líbano, Síria e Jordânia. Há também uma acirrada disputa pelas bacias dos rios Tigre e Eufrates por parte da Turquia, Síria e Iraque.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 1 de março de 2010

Vamos falar de dinheiro?

E Ai galerinha que acompanha o meu blog...

Hoje é dia 1° de março, e eu queria começar este mês com uma reflexão sobre "Economia e vida", que é o tema proposto pela CNBB para a Campanha da Fraternidade de 2010. Esse matéria que vocês veem abaixo foi retirada do site da Canção Nova e nos faz refletir sobre o valor que atribuímos ao dinheiro em nossas vidas. Confiram:

Formações

Imagem de Destaque

Vamos falar de dinheiro?

É preciso colocar a vida em primeiro lugar

A Quaresma, como sabemos, é um tempo propício para a nossa conversão, um período de renovação espiritual. Um tempo para "rever a vida", abandonar o que nos faz mal e viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca".

Para nos ajudar ainda mais nesse período de conversão, revisão e renovação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) incorporou, na Quaresma, a Campanha da Fraternidade (CF). Para aproveitarmos esse tempo forte de espiritualidade de forma melhor, a CF nos apresenta um tema específico para que, dessa forma, colhamos frutos bem práticos desse período de penitência e de conversão.

Neste ano a Campanha da Fraternidade nos propõe o tema: "Economia e Vida". E o lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Um assunto fundamental e que precisa ser colocado em pauta, não somente por causa das crises econômicas no mundo, mas por causa das propostas de mercado existentes e também para refletirmos como nós cristãos lidamos com nosso dinheiro no dia a dia.

Para muitas pessoas é um drama relacionar a vida de fé com a vida financeira. E para nos ajudar, a CNBB, juntamente com as demais Igrejas do CONIC, nos apresenta estratégias para trabalharmos esse assunto de modo mais eficiente, especialmente nesse período quaresmal. Vamos a elas.

Denunciar: mostrar abertamente os modelos econômicos que visam acima de tudo o lucro e não levam em consideração a vida das pessoas. É preciso denunciar as situações nas quais o interesse econômico se sobrepõe à defesa da vida.

Educar: é preciso colocar a vida em primeiro lugar. A economia deve ser colocada à disposição das pessoas e não as pessoas a serviço da economia. E uma educação também no âmbito pessoal. Para lidarmos com dinheiro é preciso responsabilidade e para isso é necessária a educação financeira.

Conclamar: que quer dizer agir. Espalhar essa notícia e convidar a outros tantos para participarem conosco dessa iniciativa. Promover também, por meio de ações políticas, sociais e pessoais situações que favoreçam a solidariedade nas propostas econômicas e o equilíbrio no uso pessoal do dinheiro.

Depois de perceber e demonstrar o que há de errado (denunciar); aprender a como lidarmos corretamente com o dinheiro (educar); resta-nos convidar a outros e agir da melhor maneira em relação à questão financeira (conclamar). Não é difícil. A Campanha da Fraternidade já nos dá as dicas de que passos seguir para entendermos de forma mais profunda e vivermos a nossa relação com o dinheiro segundo a perspectiva da fé cristã.

Que o Espírito Santo nos conceda o dom da coragem para vivermos a penitência quaresmal e ressuscitarmos com Cristo na Páscoa para uma vida nova, inclusive no âmbito financeiro.

Denis Duarte
contato@denisduarte.com
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.
www.denisduarte.com

24/02/2010 - 08h00

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O moderno é “ficar”!?

Olá Galera....

Segue abaixo um texto muito interessante que achei no blog do Revolução Jesus (que recomendo). Ele fala sobre o "ficar" e o seu real significado. Espero que gostem...


O moderno é “ficar”!?

http://4.bp.blogspot.com/_VkKdZGq7u9Y/SLM-YeF9pYI/AAAAAAAAAWM/JSUhyU-c5D0/s320/castidade.jpg

Namorar parece que se tornou assunto de museu meio fora de moda, coisa antiga, e até mesmo, careta. O moderno é o “ficar”!

Tudo parece mais fácil, as pessoas se encontram mais ou menos, se atraem mais ou menos, se conhecem mais ou menos e ai surgi aqueles beijos (aqui não é mais ou menos não, é sempre mais)! Às vezes nem acontece muita conversa, já se vai logo para o “grande momento”. Em alguns casos de “ficantes” rola ainda um certo “dar satisfações”, retribuir telefonemas ou ficar algumas horas no MSN.

O que pode ou não pode é definido no momento, algo meio 2.0 de acordo com a vontade dos próprios “ficantes”. A duração do “ficar” varia: o tempo de um único beijo, a noite toda, algumas semanas. Ligar no dia seguinte ou procurar o outro não é dever de nenhum dos “ficantes”.

Mas quem fica com você? Quem permanece com você? Será que você já não perdeu alguém que valeria a pena? Será que não brincou e depois percebeu que na verdade em vez de ganhar, perdeu uma chance?E o resultado disso tudo foram mágoas e feridas? E quando bate aquela carência, uma vontade de ter alguém… a pergunta é: Cadê?

Neste texto não caio em moralismo, mas sim em provocação. O que buscamos nestes relacionamentos tão a lá fast food? Não seriamos muito mais que beijos na boca?

Acredito que o verdadeiro amor espera e a vida não é uma roleta russa onde tenho várias tentativas tipo, “a que sobrar é a melhor”. Acredito que o amor é conquista, é tempo, é sentido!

Todo relacionamento deixa marcas. Seja um “ficar” de um dia ou um namoro de cinco anos. Lembro-me ainda do meu primeiro beijo. Um misto de conquista e frustração.

Não seria mais interessante conduzir os sentimentos do que deixá-los me conduzir?

Eu desafio você a não despertar o interesse de uma mulher ou homem enquanto você não tiver interesse de amá-la (o) de se comprometer com ela (e). Quando se fala em dar ou comprometer-se, damos um passo atrás. Nós temos medo. Nós hesitamos.

Como disse o Papa João Paulo II: “A pessoa que não se decide a amar para sempre vai achar muito difícil amar realmente, nem que seja por um só dia”.

Posso parecer antigo, mas sou mais namorar à ficar! Afinal, gosto de coisas que tem valor! Por isso gosto de pessoas, pois as pessoas têm valor!

Castidade é isso, é viver o amor que espera! Espera meu tempo e o tempo do outro!

Por isso te peço pra esperar até semana que vem, quero aprofundar nas conseqüências deste tal “ficar”. Mas deixe seu comentário com suas dúvidas, o que acha afinal de contas o assunto merece uma atenção não é?

Tamu junto!

Adriano Gonçalves (@revolucaojesus)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

E aí pessoal...

Estava foheando a revista superinteressante e vi um reportagem que falava sobre um tipo de pílula da inteligência. Fiquei um tanto cuioso e resolvi dar uma pesquisada na net. Esse tipo de medicamento, acreditem, é usado para pessoas com doenças mentais, no entanto, de acordo com vários depoimentos, elas funcionam como estimulantes de raciocínio e de memória nas pessoas sadias. Há quem goste ou não dessa ideia, estudos estão sendo feitos em busca de respostas e da captação de prováveis efeitos colaterais a longo prazo. Deem uma na reportagem abaixo, que este assunto é, no mínimo, interessante.

A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

Imagine uma pílula que não causasse efeitos colaterais, barata, e que depois de tomar seu QI aumentasse vários pontos. Você usaria?

Um grupo de cientistas, verdadeiros pesos-pesados na área de neurociência, saúde pública, direito e ética, lançou esta semana um manifesto na prestigiosa revista Nature, pedindo para acelerar as pesquisas -e se possível a liberação para consumo- de drogas que aumentam a inteligência.

A idéia seria, caso as pesquisas não demonstrem nenhum efeito colateral, que adultos tivessem a liberdade de ingerir livremente essas substâncias, sem nenhum tipo de criminalização.

Que um grupo de cientistas e juristas desse porte peça a liberação desse tipo de “doping” mental pode parecer uma loucura para muitos, mas a leitura atenta do artigo dá algumas pistas sobre os reais motivos.

O fato é que, como veremos, o problema já está colocado na sociedade, e ele exige respostas científicas -que só serão conseguidas mediante muita pesquisa-, e análise dos aspectos éticos por parte da sociedade.

QUESTÃO CIENTÍFICA
Não é de hoje que pesquisadores tentam descobrir medicamentos para tratar doenças cerebrais, como o mal de Alzheimer, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção – hiperatividade (TDAH), o mal de Parkinson, etc.

Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores, e o paciente passa a ter parte de suas atividades mentais comprometidas, tanto na sua capacidade de aprendizado, memorização, compreensão, linguagem, distúrbios de sono, etc.

Nos últimos anos, o uso de algumas drogas como a Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil, entre outras, provocaram melhoras importantes no quadro clínico desses pacientes, permitindo uma notável recuperação na qualidade de vida. Entretanto, algumas dessas drogas passaram a ser consumidas (ilegalmente ou sem prescrição) por indivíduos sadios, os quais também descreveram melhoras no desempenho intelectual.

Pesquisas mostram que aproximadamente 7% dos alunos universitários dos Estados Unidos já consomem essas substâncias, e em alguns campi, o consumo atinge 25% dos estudantes.

Entretanto, como esses medicamentos são recentes ainda não existem suficientes estudos que nos permitam saber quais os efeitos colaterais do se uso a longo prazo, principalmente quando ingeridos por indivíduos sadios. Não há estudos que avaliem ao certo quanto melhor o cérebro funciona, quanto aumenta nosso QI, nem os efeitos dessas drogas sobre o cérebro -em formação- de crianças e adolescentes.

Tampouco se sabe se o uso desses compostos provoca apenas uma melhora temporária na capacidade cognitiva, ou se as alterações aumentam de fato a capacidade de aprender, através de mudanças permanentes da organização cerebral. Mas como a droga já está sendo consumida, o pedido dos cientistas para aumentar as pesquisas (de preferência por instituições públicas) faz todo sentido.

QUESTÃO ÉTICA
O surgimento deste tipo de drogas coloca uma série de desafios éticos que, uma vez respondidas as questões científicas, devem ser analisados pela sociedade. Apenas para citar alguns dos problemas que já estão surgindo:

- O exercito dos Estados Unidos atualmente subministra aos soldados alguns desses medicamentos, sendo que o consumo não pode ser recusado pelos mesmos. +Sob efeito dessas substâncias, os soldados mostram um melhor desempenho, maior capacidade de discriminação, e reflexos mais apurados. As conseqüências são óbvias. Podem vir a se transformar em máquinas de matar extremamente eficientes.

-Seria ético que um empresário passasse a exigir que seus funcionários fizessem uso desses medicamentos para aumentar o desempenho e a produtividade? A exigência formal não seria nem necessária. A maior produtividade de um funcionário que faz uso da droga poderia obrigar seu colega a também ingeri-la para manter seu emprego.

-Seria correto que um colégio, para melhorar o desempenho escolar dos alunos, incentivasse o uso desses medicamentos? Insano? É bem provável que muitas escolas já estejam fazendo isso com a Ritalina, alegando que os alunos não aprendem por que são hiperativos.

-E num vestibular? Seria justo que apenas alguns estudantes utilizassem esse doping mental e outros não? Seria justo que apenas os que podem pagar por esses medicamentos possam fazer uso deles em detrimento dos outros?

-Caso não sejam observados efeitos colaterais importantes, quais seriam as conseqüências globais para a sociedade se todos os indivíduos tivéssemos acesso a drogas que nos tornem mais inteligentes?

É isso aí. Parece que o futuro chega cada vez mais rápido. O antídoto para não nos pegar desprevenidos é informação, informação, e mais informação. Ficar mais inteligente mediante o uso de drogas pode parecer antinatural.

Mas não mais antinatural que a roupa que usamos, a casa onde moramos, o carro que nos transporta, a medicação que tomamos ao longo da nossa vida para viver mais e melhor, os óculos que estou usando para escrever este artigo, e o papel sobre o qual ele estará escrito amanhã.
Você não acha?


Do autor: Roelf Cruz Rizzolo é professor de Anatomia Humana da Unesp, câmpus de Araçatuba, Este artigo foi publicado inicialmente na coluna Ciência do jornal Folha da Região, em Araçatuba, SP

Fonte: Towards responsible use of cognitive-enhancing drugs by the healthy; Nature, doi:10.1038/ 456702a; Published online 7 December 2008; Henry Greely e cols.

terça-feira, 23 de junho de 2009

História da Festa Junina e tradições

E ai galera...
O São João tá aí e é sempre bom conhecer um pouco sobre como surgiu esta festa e o porque de sua maior manifestação no Nodeste. Acompanhem a matéria e desde já, um ótimo e animado São João...

História da Festa Junina e tradições

Origem da festa junina, história, tradições, festejos, comidas típicas, quermesses, dança da quadrilha, influência francesa, portuguesa, espanhola e chinesa, as festas no Nordeste, dia de Santo Antônio, São João e São Pedro, as simpatias de casamento e crendices populares, músicas típicas da época, os balões

desenho festa junina

Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm

domingo, 7 de junho de 2009

A situação do índio brasileiro

Olá galerinha...

Estou postando hoje um texto que fiz para uma das oficinas para o Concurso Nacional de redação Assis Chateoubrian, que tem como tema este ano: "Marechal Rondon:A luta pela integração nacional e a causa indígena". Na oficina passada assistimos ao filme TERRA VERMELHA, que por sinal é muito bom, e nos foi solicitado pela professora um texto que falasse sobre a situação do índio no Brasil hoje. Leiam e deixem comentários:


http://www.fai-mg.br/portal/imagens/bib_i_indio.jpeg

A situação do índio brasileiro

Observamos na mídia vários embates entre povos indígenas e grandes latifundiários, no que diz respeito às reservas indígenas. Não faz muito tempo que ficamos espantados com as tensões geradas em torno da Raposa Serra do Sol, onde pudemos ver índios e rizicultores buscando seus direitos e disputando terras da reserva. O Governo Federal emitiu uma ordem de desocupação para os fazendeiros, que resistiram, tendo o apoio do próprio Governo do Estado de Roraima, que estava mais preocupado com a economia da região. Diversas opiniões surgiram em torno dessa polêmica e até os próprios índios se dividiram. Tendo isso em vista, nos surge a seguinte questão: Porque, ainda hoje, depois de tantas lutas e sofrimento, os índios ainda sofrem com a intolerância e resistência da sociedade brasileira, que deveria lutar por sua preservação?

No século XVI, nosso país sofreu uma agressiva e dominadora colonização que, somada a outros males trazidos pelo contato com outros tipos de civilização, costumes e enfermidades, causaram um grande impacto social e demográfico sobre os nativos. Na época da chegada dos europeus, existiam entre 2 milhões e 5 milhões de índios que se distribuíam entre cerca de 1,4 mil povos que falavam 1. 300 línguas distintas. Hoje, segundo dados da Funai (Fundação Nacional do Índio), a população indígena soma 512 mil indivíduos, sendo identificadas apenas 180 línguas nativas. Existem 614 reservas reconhecidas pela Funai como indígenas, que são habitadas por 225 povos.

Analisando esses dados, podemos ver quão intensa e devastadora foi a imposição de um novo modelo de sociedade aqui no Brasil. Não foram respeitadas crenças, direitos e nem mesmo a própria dignidade humana dos nativos. Hoje, o índio ainda não foi totalmente restituído de suas perdas, mas a constituição já lhe garante os alicerces de sua sociedade e de seus costumes: a terra. Porém, ainda hoje, latifundiários e grandes produtores questionam os direitos do índio, desprezando assim sua própria identidade, pois o índio é o grande representante da identidade cultural do nosso país, tanto quanto, ou até mais do que os negros e brancos, pois foram os primeiros a habitar nesta terra.

Não diferente dos latifundiários e das pequenas comunidades rurais que disputam terras com os índios, a própria sociedade brasileira tem uma visão freqüentemente distorcida da realidade e dos valores indígenas. São vistos, ou de maneira preconceituosa, ou de maneira idealizada. É importante ressaltar que o processo de transformação de usos e costumes é normal no desenvolvimento de qualquer sociedade. Está muito claro que a sociedade indígena, como qualquer outra, tem o direito ao desenvolvimento e não pode ser discriminada por isso.

Enfim, é preciso incentivar políticas publicas que tenham em vista a melhoria da situação das sociedades indígenas no país. Não podemos tratar a história viva da nossa nação como qualquer coisa. Somos todos seres humanos e temos direito a saúde, educação e respeito. Respeito por parte do governo e respeito por parte da população em geral. É muito bonito saber que em nosso sangue corre sangue de várias cores e raças, e mais bonito será quando soubermos valorizar cada uma delas.

Por: Pedro Felipe de Lima Henrique

sábado, 30 de maio de 2009

Resumo comentado sobre o documentário: “Ilha das Flores”

E aí gelerinha?!
Hoje tô postando um resumo comentado sobre o documentário Ilha das Flores, que assisti na aula de Filosofia.
Espero que gostem...

http://www.radiotube.org.br/upload/mensagemfoto/1078.jpg

Resumo comentado sobre o documentário:

“Ilha das Flores”

O referido documentário me causou vários tipos de reações. A primeira foi de rir, pois o curta usa uma linguagem enciclopédica e retoma várias vezes à enunciados já expostos. Este efeito fez com que ele tivesse um ar de descontração, já que ainda não tínhamos conhecimento do verdadeiro foco que o curta queria retratar.

O protagonista da história é um tomate podre. A princípio, conhecemos onde ele nasceu e como chegou à casa de uma consumidora, sempre dando ênfase e satirizando de uma forma espontânea e divertida os processos, tanto sociais como econômicos, que transportaram este tomate. Depois, o primeiro foco do curta aparece: o problema ambiental que o lixo causa. Conhecemos a Ilha das Flores, que é o lugar para onde vai o tomate podre que aquela consumidora julgou não servir para sua alimentação. Ao chegar neste local, que é um grande depósito de lixo, o tomate é novamente selecionado, agora para servir de alimento para os porcos. O tomate também não passa por este teste e é aí que observamos o verdadeiro sentido do documentário.

Ao ser desprezado como alimento para os porcos, o tomate podre fica a mercê da população que reside próximo ao lixão. Estas pessoas se alimentam do que é “deixado pelos porcos”. Esta é a verdadeira temática do documentário, que utiliza uma linha de raciocínio em que tudo pode ser explicado com enunciados lógicos. Tudo menos a liberdade, que é "palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda". E esta liberdade está diretamente ligada aos fatores socioeconômicos que o ser humano possui, ou não possui, como é o caso dos habitantes da ilha das Flores.

A intensa dualidade entre temas tão importantes, tratados de uma maneira tão impessoal, dá ao documentário características singulares. Características essas, que impressionam a qualquer um que o assistir. Nuances de humor, porém, com um enfoque tão dramático, tudo isso tratado com o mais puro cientificismo enciclopédico. O documentário “Ilha das Flores” com certeza marcou-me profundamente, tais como suas questões filosóficas e sociais, que nos remetem ao pensamento de mudança, de atitude e ao mesmo tempo, de impotência.

Por: Pedro Felipe de Lima Henrique

sábado, 9 de maio de 2009

Minha homenagerm para o dia das Mães...

Parabéns mãe, pelo seu dia. Aqui está uma singela homenagem para você:

Ser Mãe
de Coelho Neto


Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio

lábio que suga, o pedestal do seio,

onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,

é ser temeridade, é ser receio,

é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!


Fonte: http://www.portaldafamilia.org.br/artigos

/texto054.shtml

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A origem do dia das Mães...

Você sabe porque comemoramos o dia das mães no segundo domingo de maio? Confira:

http://www.novoze.blogger.com.br/dia%20das%20maes.jpg

A origem do Dia das Mães

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".

Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.

Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

"Não criei o dia das mães para ter lucro"

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Fonte: http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/texto026.shtml

A Energia que vem das estradas.

Mais um brilhante idéia de se obter energia "limpa". Confira a matéria da Isto É:

A energia que vem das estradas
Através de geradores, israelenses transformam o tráfego intenso de veículos em eletricidade

Luciana Sgarbi

A TODO VAPOR Caminhões passam em rodovia de Israel e ajudam a iluminar casas

Há muito tempo que as grandes cidades de todo o mundo andam nubladas, cobertas pela poluição. E esse "cobertor" tem peso: são cerca de três bilhões de toneladas de gás carbônico pairando anualmente sobre a sua população. Mais preocupante, ainda, é o fato de que essa carga pesada se refere apenas à poluição produzida pelo elevado número de veículos circulando.

Foi pensando nisso que a companhia israelense do setor de energia Innowattech se propôs a usar o próprio problema como solução - transformar o tráfego da hora do rush em fonte de eletricidade "limpa". A empresa começou a instalar geradores especiais sob rodovias e trilhos capazes de produzir energia em massa através dos meios de transporte. Exemplo: entre três e seis centímetros de profundidade no solo da estrada de Haifa, ao norte de Israel, há geradores que transformam em energia a força mecânica da pressão dos pneus dos veículos. Trata-se de um processo tecnológico chamado piezeletricidade.

Uma única faixa, de um quilômetro, equipada com o gerador, já está fornecendo aos israelenses 0,5 megawatt por hora, o suficiente para iluminar 600 casas durante um mês. "Teremos a maior rodovia piezelétrica do mundo", diz Uri Amit, presidente da Innowattech.

Um dos desafios era determinar o material ideal na montagem desses geradores e optou-se por peças de cerâmica, uma vez que elas acusam com extrema rapidez o peso dos veículos. Outra questão: onde posicioná-los? Como 80% da energia será sempre gerada por caminhões e demais automóveis pesados e mais largos, os pesquisadores concluíram que os geradores têm de ficar posicionados a 60 centímetros do acostamento. Na fase de testes, eles foram ligados a um aparelho que mede a corrente elétrica. Quando um caminhão passava, a corrente subia. No poste, o resultado: as lâmpadas se acendiam. Para quem dirige na nova estrada os geradores são imperceptíveis.

Apesar de serem comprovadamente eficientes, os geradores têm limitações: coletam fluxos estáveis de eletricidade somente em estradas e trilhos em que haja tráfego intenso. Ocorre, porém, que o pico de demanda energética da manhã e da noite por parte da população coincide com o horário em que o movimento de carros é bem mais pesado. Feliz coincidência. "Podemos produzir eletricidade em qualquer lugar onde haja uma estrada agitada usando energia que normalmente é desperdiçada", diz Amit. Por enquanto, o custo do projeto é de US$ 650 mil por quilômetro.


Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2060/tecnologiaa-energia-que-vem-das-estradasatraves-de-geradores-israelenses-transformam-132839-1.htm

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Por que mentir?

Oi pessoal...

Hoje, vim divulgar um texto que fiz sobre a mentira para o banco redações da UOL. Não esqueçam de comentar...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxa4BL6tykSGXyPmBPHEVHODfmlGBNiBFzsmSB6Isib_LfcLAk27vDG6oUmBGjQcaZNa6VTo4pcPeZ_t3z1sapxeYfIALL8vOrUg2zG3XK_mAIMdwgKGSP5jSTjbtGirXb4pROdL13gZve/s400/mentira.jpg

Por que mentir?

A mentira é uma das realidades mais presentes em nosso cotidiano. Quem nunca mentiu alguma vez? Quem nunca escondeu alguma coisa ou omitiu algum fato, até mesmo por educação? O problema é quando esta ação extrapola os limites éticos e sociais, atingindo a moralidade ou integridade de alguma outra pessoa, entidade ou população. Mais quais os motivos que levam as pessoas a mentirem desse jeito?

Primeiramente devemos analisar os aspectos culturais e sociais que fizeram parte da formação do individuo. Estes fatores são determinantes para constatar padrões de educação e ética, perante ele mesmo e a sociedade. Depois, devemos observar os distúrbios ou traumas que ele pode outrora ter sofrido. Geralmente este fator também é muito importante para uma boa formação psicológica. Dependendo destes fatores podemos encontrar caminhos que nos levem aos motivos das inverdades, digamos que, nocivas, ao ser humano.

Se um ser é criado em uma sociedade que não educa para verdade, com certeza ele não haverá de ser uma pessoa muito honesta. A corrupção, a ganância e opressão são fatores negativos que induzem sociedade em geral à mentira. Mas o seio familiar, que também, dependendo de sua formação, levará o indivíduo ao mesmo caminho, é o principal responsável por esse fato. Sendo um indivíduo criado com fortes princípios éticos, com certeza haverá de se tornar uma pessoa honesta e sincera. Não podemos esquecer também dos fatores psicológicos, que na ocorrência de algum trauma ou distúrbio, podem afetar o comportamento social do ser, levando-o à mentira.

Pessoalmente, acho a mentira um elemento autodestrutivo. Não concordo com ela em nenhuma circunstância. Porém, não critico quem a adote como uma medida de se esquivar de uma situação constrangedora, por exemplo. No entanto, vale mais apena investir em situações claras e verdadeiras, sempre colocando a verdade em primeiro lugar.

Por: Pedro Felipe de Lima Henrique

domingo, 22 de março de 2009

“Carta ao Ministro da Educação”, por Clarice Lispector.

Olá Pessoal.

Sabemos que hoje, para se entrar em uma universidade com o objetivo de cursar o ensino superior, é realizada uma seleção de alunos devido ao número limitado de vagas chamado de vestibular. Vasculhando a net, encontrei uma carta que Clarice Lispector escreveu para o Ministro da Educação em 1968. Achei-a interessante e concordo inteiramente com a opinião desta escritora de renome na esfera literária do nosso país.



“Carta ao Ministro da Educação”

“Em primeiro lugar queríamos saber se as verbas destinadas para a educação são distribuídas pelo senhor. Se não, essa carta deveria se dirigir ao presidente da República. A este não me dirijo por uma espécie de pudor, enquanto sinto-me com mais direito de falar com o ministro da Educação por já ter sido estudante.

O senhor há de estranhar que uma simples escritora escreva sobre um assunto tão complexo como o de verbas para educação – o que no caso significa abrir vaga para os excedentes. Mas o problema é tão grave e por vezes patético que mesmo a mim, não tendo ainda filhos em idade universitária, me toca.

O MEC, visando evitar o problema do grande número de candidatos para poucas vagas, resolveu fazer constar nos editais de vestibular que os concursos seriam classificatórios, considerando aprovados apenas os primeiros colocados dentro do número de vagas existentes. Essa medida impede qualquer ação judicial por parte dos que não são aproveitados, não impedindo, no entanto, que os alunos tenham o impulso de ir à ruas reivindicar as vagas que lhe são negadas.

Senhor ministro ou senhor presidente: “excedentes” num país que ainda está em construção? ! e que precisa com urgência de homens e mulheres que o construam? Só deixar entrar nas Faculdades os que tirarem melhores notas é fugir completamente ao problema. O senhor já foi estudante e sabe que nem sempre os alunos que tiraram as melhores notas terminam sendo os melhores profissionais, os mais capacitados para resolver na vida real os grandes problemas que existem. E nem sempre quem tira as melhores notas e ocupa uma vaga tem pleno direito a ela. Eu mesma fui universitária e no vestibular classificaram-me entre os primeiros candidatos. No entanto, por motivos que aqui não importam, nem sequer segui a profissão. Na verdade eu não tinha direito à vaga.

Não estou de modo algum entrando em seara alheia. Esta seara é de todos nós. E estou falando em nome de tantos que, simbolicamente, é como se o senhor chegasse à janela de seu gabinete de trabalho e visse embaixo uma multidão de rapazes e moças esperando seu veredicto.

Ser estudante é algo muito sério. É quando os ideais se formam, é quando mais se pensa num meio de ajudar o Brasil. Senhor ministro ou presidente da República, impedir que jovens entrem em universidade é crime. Perdoe a violência da palavra. Mas é a palavra certa.

Se a verba para universidades é curta, obrigando a diminuir o número de vagas, por que não submetem os estudantes, alguns meses antes do vestibular, a exames psicotécnicos, a testes vocacionais? Isso não só serviria de eliminatória para as faculdades, como ajudaria aos estudantes em caminho errado de vocação. Esta idéia partiu de uma estudante.

Se o senhor soubesse do sacrifício que na maioria das vezes a família inteira faz para que um rapaz realize o seu sonho, o de estudar. Se soubesse da profunda e muitas vezes irreparável desilusão quando entra a palavra ‘excedente’. Falei como uma jovem que foi excedente, perguntei-lhe como se sentira. Respondeu que se sentira desorientada e vazia, enquanto ao seu lado rapazes e moças, ao se saberem excedentes, ali mesmo começaram a chorar. E nem poderiam sair à rua para uma passeata de protesto porque sabem que a polícia poderia espancá-los.

O senhor sabe o preço dos livros para pré-vestibulares? São caríssimos, comprados à custa de grandes dificuldades, pagos em prestações. Para no fim terem sido inúteis?

Que estas páginas simbolizem uma passeata de protesto de rapazes e moças.”

Clarice Lispector, 17 de fevereiro de 1968