quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hoje começa a quaresma...

Olá galera...

Hoje, quarta-feira de cinzas, começa o tempo litúrgico quaresmal, em que nos retiramos espiritualmente e refletimos os atos que muitas vezes ferem a vontade de Deus. Neste tempo é tomado pela prática de três esferas cognitivas: O jejum, a caridade e a oração. Abaixo vocês podem ler uma formação ministrada por Dom Eugênio Sales, que nos põe pensar no sentido da quaresma em sua essência:

Formação

Imagem de Destaque

40 dias de reflexão

Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações

Em um mundo dessacralizado, distante da prática religiosa, percebe-se a influência dos tempos litúrgicos. Embora deformados, o Natal, a Páscoa e outras festividades têm ressonância no ambiente humano. Ainda que seja débil sua repercussão na consciência dos indivíduos, devem ser utilizadas em favor dos objetivos de evangelização, que é levar aos homens a Mensagem de Cristo.

As semanas que antecedem as comemorações da Morte e Ressurreição do Salvador, denominadas “tempo quaresmal”, nos proporcionam ricos ensinamentos, farta e bela semeadura, capaz de, uma vez aproveitada, produzir abundantes frutos espirituais.

Recordam outra “quaresma”, os quarenta dias de Jesus no deserto, preparando-se para sua missão salvífica. Ensina-nos o evangelista Marcos (1, 12-13): “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ele esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás e vivia entre as feras e os anjos o serviam”. E Lucas (4, 1-13) completa a descrição mostrando a vitória de Jesus sobre as tentações. Esse fato é revivido pela Igreja a cada ano e isso ocorre, entre outros motivos, pela sua própria natureza. Diz o Vaticano II em “Lumen Gentium” nº8: “A Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação”. Queremos uma Igreja sem mancha nem rugas, embora composta de homens. Isso somente será possível através de uma verdadeira conversão. Exatamente é este o alvo do tempo litúrgico da quaresma.

São seis semanas de preparação para a Páscoa. Ela une profundamente cristãos e judeus. A mesma Sagrada Escritura serve de elemento constitutivo para uns e outros. A diferença é que nós celebramos o que já aconteceu – a vinda do Messias esperado – e vivemos na esperança da vida definitiva no paraíso; os israelitas, na expectativa do Salvador prometido ou o Reino de Deus.

Uma eficaz e condigna celebração da Páscoa se obtém, sobretudo, pela lembrança das exigências do Batismo, a frequência em ouvir a Palavra de Deus, a oração, o jejum e a esmola. A penitência é uma característica desta época. Lamentavelmente, hoje em dia, os cristãos, arrefecidos em sua Fé, esquecem-se desses compromissos.

O Concílio Ecumênico, na Constituição “Sacrosanctum Concilium”, adverte: “A penitência no tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social” (nº110). São recomendados também “os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias, como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)” (Catecismo da Igreja Católica, nº1438).

Esse quadro nos indica o caminho da perfeição, que passa pela Cruz. E lembra o dever da santidade, que, para ser cumprido, exige o esforço. Em consequência, a ascese e a mortificação, fazem parte do plano de Deus a respeito de seus filhos.

O quinto mandamento da Igreja prescreve o jejum e a abstinência. Eles são um meio de dominar os instintos e adquirir a liberdade de coração. Estão presentes também no Código de Direito Canônico (cc 1249 a 1253). O primeiro começa: “Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência”. E no seguinte: “Os dias e tempos penitenciais em toda a Igreja são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. No Brasil, a abstinência das sextas-feiras – exceto na Semana Santa – pode ser comutada por “outras formas de penitência, principalmente obras de caridade e exercícios de piedade”.

Este período do ano litúrgico coloca diante de nossos olhos, como imperativo da vida cristã, a conversão – através da penitência. Ora, nós respiramos uma atmosfera visceralmente contrária. Tudo em torno de nós sugere o prazer sem limites, isento de compromisso, um comportamento à margem das exigências oriundas das determinações do Evangelho. Essa maneira de ser penetrou os umbrais sagrados. Assim, pouco se fala do pecado, dos deveres que são substituídos por direitos sem barreiras, de um Cristo despojado de seus ensinamentos, que constrangem a sede ilimitada de liberdade sem peias.

Esta época litúrgica tem muita semelhança com o apelo dos profetas à conversão, e esta, a partir do coração. Tanto é assim que usamos os textos do Antigo Testamento na escuta da Palavra de Deus, dirigida a cada um dos fiéis em nossos dias.

O apelo de Pedro deve repercutir em nossos ouvidos: “Salvai-vos, dizia ele, dessa geração perversa” (Atos 2,40). Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações. O cristão será sempre alguém que “rema contra a corrente”. Quando encontramos um pregador ou um agente pastoral que teme ensinar a mesma Doutrina de Jesus Cristo ou prefere amenizá-la para não afastar os fiéis, sabemos que não são verdadeiros pastores.

A Quaresma é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, a uma prática de penitência, tão distanciada de uma mentalidade moderna à margem do Evangelho, mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo.

Vivendo os ensinamentos da Igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição.

Dom Eugênio Sales
Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que você achou do SiSU?

Bom dia blogueiros...

Hoje, gostaria de abrir uma discussão sobre o mais novo método de seleção para as universidades brasileiras, o Sistema Seleção Unificada (SiSU). Gostaria de saber o que vocês acharam dessa nova iniciativa do MEC e quais as repercussões que ela trará à educação pleiteada no ensino médio. Comentem e expressem sua opinião.


Já saiu a lista dos indicados ao Oscar 2010

E aí Galera...

Já saiu a lista dos indicados ao Oscar. Vamos dar uma conferida e torcer pra os nossos preferidos, não?! (To torcendo pra Avatar e Bastardos Inglórios, e você?) Comentem...

http://site.opcaojeans.com.br/maisopcao/wp-content/uploads/2009/12/avatar-filme.jpg

http://qualquerdiamalescrito.files.wordpress.com/2009/10/ib.jpg

Confira a lista completa dos indicados à melhor:

Filme:
"Guerra ao Terror"
"Avatar"
"Um Sonho Possível"
"Distrito 9"
"Educação"
"Bastardos Inglórios"
"Amor Sem Escalas"
"Preciosa"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"

Ator:
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Amor Sem Escalas
Colin Firth - A Single Man
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - Guerra ao Terror

Atriz:
Sandra Bullock - Um Sonho Possível
Helen Mirren - The Last Station
Carey Mulligan - Educação
Gabourey Sidibe - Preciosa
Meryl Streep - Julie & Julia

Ator Coadjuvante:
Matt Damon - Invictus
Woody Harrelson - O Mensageiro
Christopher Plummer - The Last Station
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Atriz Coadjuvante:
Penélope Cruz - Nine
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
Mo'Nique - Preciosa

Diretor:
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror
James Cameron - Avatar
Lee Daniels - Preciosa
Jason Reitman - Amor Sem Escalas
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios

Roteiro Original:
Guerra ao Terror - Mark Boal
Bastardos Inglórios - Quentin Tarantino
O Mensageiro - Oren Moverman, Alessandro Camon
Um Homem Sério - Joel Coen, Ethan Coen
Up - Altas Aventuras 0 Bob Peterson, Pete Docter

Roteiro Adaptado:
Distrito 9 - Neill Blomkamp, Terri Tatchell
Educação - Nick Hornby
In the Loop - Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
Preciosa - Geoffrey Fletcher
Amor Sem Escalas - Jason Reitman, Sheldon Turner

Fotografia:
Avatar - Mauro Fiore
A Fita Branca - Christian Berger
Harry Potter e o Enigma do Príncipe - Bruno Delbonnel
Guerra ao Terror - Barry Ackroyd
Bastardos Inglórios - Robert Richardson

Montagem:
Avatar - Stephen E. Rivkin, John Refoua, James Cameron
Distrito 9 - Julian Clarke
Guerra ao Terror - Bob Murawski, Chris Innis
Bastardos Inglórios - Sally Menke
Preciosa - Joe Klotz

Direção de Arte:
Avatar - Rick Carter, Robert Stromberg
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Anastasia Masaro
Nine - John Myhre
Sherlock Holmes - Sarah Greenwood
The Young Victoria - Patrice Vermette

Figurino:
Bright Star - Janet Patterson
Coco Antes de Chanel - Catherine Leterrier
The Imaginarium of Doctor Parnassus - Monique Prudhomme
Nine - Colleen Atwood
The Young Victoria - Sandy Powell

Maquiagem:
Il divo
Star Trek
The Young Victoria

Trilha Sonora:
Avatar - James Horner
O Fantástico Sr. Raposo - Alexandre Desplat
Guerra ao Terror - Marco Beltrami, Buck Sanders
Sherlock Holmes - Hans Zimmer
Up - Altas Aventuras - Michael Giacchino

Melhor música:
Crazy Heart (T-Bone Burnett, Ryan Bingham, por "The Weary Kind")
Paris 36 (Reinhardt Wagner, Frank Thomas, por "Loin de Paname")
Nine (Maury Yeston, por "Take It All")
A princesa e o sapo (Randy Newman, por "Down in New Orleans")
A princesa e o sapo (Randy Newman, por "Almost There")

Som:
Avatar
Guerra ao terror
Star Trek
Up (2009)
Bastardos inglórios

Edição de som:
Avatar
Guerra ao terror
Bastardos inglórios
Star Trek
Up-Altas Aventuras

Efeitos visuais
Avatar
Distrito 9
Star Trek

Aninação:
Coraline
O fantástico sr. Raposo
A princesa e o sapo
The Secret of Kells
Up-Altas aventuras

Filme em língua estrangeira:
Ajami (Scandar Copti, Yaron Shani, Israel)
Fita Branca (Michael Haneke, Alemanha)
El secreto de sus ojos (Juan José Campanella, Argentina)
Un prophète (Jacques Audiard, França)
La teta asustada (Claudia Llosa, Peru)

Melhor documentário:
Burma VJ: Reporter i et lukket land, Anders Østergaard
The Cove, Louie Psihoyos
Food, Inc., Robert Kenner
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers, Judith Ehrlich, Rick Goldsmith
Which Way Home, Rebecca Cammisa

Documentário (curta):
China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Królik po berlinsku
Music by Prudence

Curta-metragem:
The Door
Istället för abrakadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants

Curta-metragem de animação:
French Roast
Granny O'Grimm's Sleeping Beauty
La dama y la muerte
Logorama
Wallace and Gromit in 'A Matter of Loaf and Death'

Beyoncé leva 6 prêmios e bate recorde no Grammy

E ai pessoal...

Vocês viram o resultado do Grammy? Confira na matéria abaixo:



A cantora Beyoncé tornou-se a mulher que mais ganhou prêmios Grammy em uma única edição ao levar seis estatuetas na cerimônia realizada no domingo (31), em Los Angeles.

Entre os prêmios estão “canção do ano”, pelo sucesso "Single Ladies (Put A Ring On It)". Outro destaque da noite foi a cantora country Taylor Swift, com quatro prêmios, entre eles o de álbum do ano por "Fearless".

Beyoncé era a artista com maior número de indicações, dez no total. A cantora levou ainda como melhor vocalista pop, por "Halo" e melhor disco de R&B contemporâneo por "I Am ... Sasha Fierce".

O Black Eyed Peas e Jay-Z levaram três estatuetas cada, enquanto o prêmio de revelação foi para a banda Zac Brown Band. Lady Gaga levou dois prêmios: melhor gravação de dance por "Poker Face" e álbum de dance eletrônico por "The Fame".

Durante a cerimônia, houve um tributo especial para Michael Jackson, em 3-D, com a participação de seus filhos Prince e Paris, que receberam um prêmio pela trajetória do pai.

Fonte: http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/0

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alguém quer saber mais sobre impactos sociais gerados pela Vale dos Ventos em Barra de Camaratuba?

Olá gente bonita.

Ultimamente estive envolvido num projeto de pesquisa sobre os impactos causados pela usina eólica Vales dos Ventos, da Pacific Hydro, na comunidade de Barra de Camaratuba, município de Mataraca. Fiz diversos trabalhos de campo no local, o que resultou num realório de 80 páginas descrevendo a situação dos morados da região, em conjunto a uma discussão embasada no estudo da geração de energia em contraste com impactos sociais.
Se alguém também estiver estudando este assunto, ou necessita de algum esclarecimento sobre ele, pode entrar em contato comigo pelo email pedrofelipelh@hotmail.com e solicitar o relatório de minha pesquisa. Ficarei feliz em lhe ajudar.


A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

E aí pessoal...

Estava foheando a revista superinteressante e vi um reportagem que falava sobre um tipo de pílula da inteligência. Fiquei um tanto cuioso e resolvi dar uma pesquisada na net. Esse tipo de medicamento, acreditem, é usado para pessoas com doenças mentais, no entanto, de acordo com vários depoimentos, elas funcionam como estimulantes de raciocínio e de memória nas pessoas sadias. Há quem goste ou não dessa ideia, estudos estão sendo feitos em busca de respostas e da captação de prováveis efeitos colaterais a longo prazo. Deem uma na reportagem abaixo, que este assunto é, no mínimo, interessante.

A pílula da inteligência vem aí. Você tomaria?

Imagine uma pílula que não causasse efeitos colaterais, barata, e que depois de tomar seu QI aumentasse vários pontos. Você usaria?

Um grupo de cientistas, verdadeiros pesos-pesados na área de neurociência, saúde pública, direito e ética, lançou esta semana um manifesto na prestigiosa revista Nature, pedindo para acelerar as pesquisas -e se possível a liberação para consumo- de drogas que aumentam a inteligência.

A idéia seria, caso as pesquisas não demonstrem nenhum efeito colateral, que adultos tivessem a liberdade de ingerir livremente essas substâncias, sem nenhum tipo de criminalização.

Que um grupo de cientistas e juristas desse porte peça a liberação desse tipo de “doping” mental pode parecer uma loucura para muitos, mas a leitura atenta do artigo dá algumas pistas sobre os reais motivos.

O fato é que, como veremos, o problema já está colocado na sociedade, e ele exige respostas científicas -que só serão conseguidas mediante muita pesquisa-, e análise dos aspectos éticos por parte da sociedade.

QUESTÃO CIENTÍFICA
Não é de hoje que pesquisadores tentam descobrir medicamentos para tratar doenças cerebrais, como o mal de Alzheimer, a esquizofrenia, o transtorno de déficit de atenção – hiperatividade (TDAH), o mal de Parkinson, etc.

Muitas dessas doenças provocam danos cognitivos devastadores, e o paciente passa a ter parte de suas atividades mentais comprometidas, tanto na sua capacidade de aprendizado, memorização, compreensão, linguagem, distúrbios de sono, etc.

Nos últimos anos, o uso de algumas drogas como a Ritalina, Adderall, modafinil, donepzil, entre outras, provocaram melhoras importantes no quadro clínico desses pacientes, permitindo uma notável recuperação na qualidade de vida. Entretanto, algumas dessas drogas passaram a ser consumidas (ilegalmente ou sem prescrição) por indivíduos sadios, os quais também descreveram melhoras no desempenho intelectual.

Pesquisas mostram que aproximadamente 7% dos alunos universitários dos Estados Unidos já consomem essas substâncias, e em alguns campi, o consumo atinge 25% dos estudantes.

Entretanto, como esses medicamentos são recentes ainda não existem suficientes estudos que nos permitam saber quais os efeitos colaterais do se uso a longo prazo, principalmente quando ingeridos por indivíduos sadios. Não há estudos que avaliem ao certo quanto melhor o cérebro funciona, quanto aumenta nosso QI, nem os efeitos dessas drogas sobre o cérebro -em formação- de crianças e adolescentes.

Tampouco se sabe se o uso desses compostos provoca apenas uma melhora temporária na capacidade cognitiva, ou se as alterações aumentam de fato a capacidade de aprender, através de mudanças permanentes da organização cerebral. Mas como a droga já está sendo consumida, o pedido dos cientistas para aumentar as pesquisas (de preferência por instituições públicas) faz todo sentido.

QUESTÃO ÉTICA
O surgimento deste tipo de drogas coloca uma série de desafios éticos que, uma vez respondidas as questões científicas, devem ser analisados pela sociedade. Apenas para citar alguns dos problemas que já estão surgindo:

- O exercito dos Estados Unidos atualmente subministra aos soldados alguns desses medicamentos, sendo que o consumo não pode ser recusado pelos mesmos. +Sob efeito dessas substâncias, os soldados mostram um melhor desempenho, maior capacidade de discriminação, e reflexos mais apurados. As conseqüências são óbvias. Podem vir a se transformar em máquinas de matar extremamente eficientes.

-Seria ético que um empresário passasse a exigir que seus funcionários fizessem uso desses medicamentos para aumentar o desempenho e a produtividade? A exigência formal não seria nem necessária. A maior produtividade de um funcionário que faz uso da droga poderia obrigar seu colega a também ingeri-la para manter seu emprego.

-Seria correto que um colégio, para melhorar o desempenho escolar dos alunos, incentivasse o uso desses medicamentos? Insano? É bem provável que muitas escolas já estejam fazendo isso com a Ritalina, alegando que os alunos não aprendem por que são hiperativos.

-E num vestibular? Seria justo que apenas alguns estudantes utilizassem esse doping mental e outros não? Seria justo que apenas os que podem pagar por esses medicamentos possam fazer uso deles em detrimento dos outros?

-Caso não sejam observados efeitos colaterais importantes, quais seriam as conseqüências globais para a sociedade se todos os indivíduos tivéssemos acesso a drogas que nos tornem mais inteligentes?

É isso aí. Parece que o futuro chega cada vez mais rápido. O antídoto para não nos pegar desprevenidos é informação, informação, e mais informação. Ficar mais inteligente mediante o uso de drogas pode parecer antinatural.

Mas não mais antinatural que a roupa que usamos, a casa onde moramos, o carro que nos transporta, a medicação que tomamos ao longo da nossa vida para viver mais e melhor, os óculos que estou usando para escrever este artigo, e o papel sobre o qual ele estará escrito amanhã.
Você não acha?


Do autor: Roelf Cruz Rizzolo é professor de Anatomia Humana da Unesp, câmpus de Araçatuba, Este artigo foi publicado inicialmente na coluna Ciência do jornal Folha da Região, em Araçatuba, SP

Fonte: Towards responsible use of cognitive-enhancing drugs by the healthy; Nature, doi:10.1038/ 456702a; Published online 7 December 2008; Henry Greely e cols.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dica de Filme: Avatar


Oi galerinha bonita...

Hoje vim aqui dar a você uma superdica de filme: Avatar, do diretor James Cameron (para quem não lembra, é o diretorde Titanic). Assisti-o no fim do ano passado e foi uma experiência maravilhosa. Decididamente, foi o melhor filme que prestigiei em 2009 (no cinema). Para que vocês fiquem mais introsados com essa mega produção, trago uma resenha feita por Ronald D'Arcadia, do portal "cinemacomrapadura.com.br", que deu nota 10 ao longa. Deem uma olhadinha e espero que gostem desta superprodução...

Avatar

James Cameron é o cara? Depois de tantas tentativas, será que James Cameron conseguiu unir beleza visual a um conteúdo digno de ser lembrado? Sim! A resposta para essa pergunta está exata!

Avaliação: 10

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“Avatar” é um dos lançamentos mais esperados desse ano. Há muito tempo que se fala de todas as evoluções e aperfeiçoamentos que Cameron e sua trupe vêm realizando nos bastidores do filme, uma propaganda maciça do que estaria por vir. Criar tamanho alvoroço é uma jogada perigosa, pois o longa tem de superar as expectativas mais vertiginosas.

A história é clássica e simples. A organização que se denomina “Administração de Desenvolvimento e Recursos” (RDA, em inglês) está em Pandora, um planeta lindo e selvagem, rico em unobtainium. Tal material vale bilhões só o quilo e é a solução para a crise energética da Terra, pois adivinhe, tudo foi consumado por aqui.

O planeta é habitado por uma raça de humanóides muito inusitada. São seres que medem 3,50 de altura, sendo azuis e livres (entendem-se selvagens para os humanos). Um dos pontos de maior concentração do valioso unobtainium é exatamente de baixo do local onde uma das tribos desse enorme planeta se sitia, eles são os Na’vi. Um conflito então logo surgirá.

Para tentar evitar a perda de vidas de muitos nativos, todo um estudo da raça é gerenciado pela doutora Grace Augustine (Sigourney Weaver), que mantém contato direto com os Na’vi, tendo até ensinado inglês para alguns. Mas a doutora, que é fluente na linguagem da tribo, se aproxima por meio de avatares, seres que tem o DNA humano e Na’vi misturados. Por meio de uma tecnologia (que é rapidamente explanada no filme), seres humanos conseguem adentrar nesses corpos e ter controle sobre eles, conhecendo assim os privilégios da raça, podendo voltar sãos e salvos durante o sono do avatar.

É então que entra Jake Sully (San Worthington), fuzileiro paraplégico. O irmão gêmeo de Sully fazia parte do projeto da Dra. Grace, mas morreu pouco antes de experimentar seu avatar. Como os irmãos possuem semelhanças biológicas idênticas, Sully assume este avatar, mesmo sem nenhum treinamento anterior. Ele não conhece a língua e nem os costumes dos Na’vi, e parte às cegas, e um dos principais motivos disso é a possibilidade de poder andar novamente.

O soldado Sully é visado pelo Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), milico cicatrizado brucutu que comanda os serviços de segurança particular da RDA. Um exército de mercenários do céu e da terra. Ele ordena que Sully se infiltre na tribo, ganhando confiança, para assim tirar informações preciosas para Parker Selfridge (Giovanni Ribisi), líder máximo da operação no planeta e verdadeiro mercador da morte.

Claramente que Sully vai sofrer de um complexo de identidade, pois afinal, um paraplégico que volta a andar e atraca em um planeta empolgante, encontra um povo sábio e coeso, que vive uma ligação inexplicável com sua floresta, que é a arrasadoramente bela… Isso seria óbvio. Devemos lembrar que ele é um fuzileiro americano (entende-se maluco), mas seria demais para qualquer um.

Tecnicamente falando, o mais positivo de “Avatar” é o planeta Pandora. Tendo o gene da beleza em sua evolução, a criação do planeta é tão rica em detalhes que fica impossível de citar aqui. Diversas espécies de flora e fauna foram desenvolvidas com inspiração, assim como uma linguagem própria dos habitantes (Tolkien fazendo escola). Seres lindos e assustadores, críveis, como uma realidade paralela. Durante a noite tudo se ilumina, algo parecido com uma floresta de neon.

Como a Dra. Grace explica, são mais de um trilhão de árvores, e neste mundo tudo se conecta por algo que pode ser comparado a um cabo USB que os Na’vi possuem em seu cabelo. Informações podem ser guardadas em certas árvores. Uma evolução que desafia a lógica. “São mais conexões que o cérebro humano”, cita a doutora. Realmente um panorama muito criativo.

É impressionante pensar que toda a selva é computação gráfica. Em certos momentos vemos sólidos e enormes pedaços de terra flutuando em uma área com gravidade alterada, isso com certeza soa de forma inconcebível, mas dentro da floresta é tudo tão perfeito, que mais parece alguma floresta tropical do que algo digital. É realmente arrasador.

Cameron criou artifícios especiais para o longa. O 3D é feito com apenas uma câmera – normalmente é feito com duas – e também criou um monitor mágico que transforma os atores automaticamente em seus avatares digitais, tendo o resultado final na hora. A captura de movimento está seis vezes aumentada e mesmo com rostos totalmente diferentes (olhos e narizes maiores, pescoços maiores e por aí vai), podemos perceber vividamente a interpretação dos atores, seus olhares e feições nos personagens. Os efeitos sonoros e a trilha incidental também marcam sua presença de forma excelente. As composições têm como base o fundo orquestral, mas passeiam por diversos elementos diferentes, como a música eletrônica.

A primeira etapa do filme parece se arrastar um pouco, talvez devido a expectativa de ver logo os personagens no fervo. É quando começa a visitação de Pandora que tudo vai evoluindo. O plot é simples: O bem contra o mal, uma história de amor cheia de problemas, consciências pesadas e atitudes honradas no final. Mesmo contendo alguns “clichês”, herdados, por exemplo, de filmes como “Star Wars”, “Avatar” consegue passar sua mensagem muito bem, mostrando todos os benefícios de um povo que cuida de sua mãe (a natureza), ao invés de enterra- lá (como nós). Todo o desenrolar dos ensinamentos abordados no filme são a melhor forma de apresentar o planeta e seus personagens, além de sempre ser interessante ver alguém aprendendo ou descobrindo algo fantástico (ex: o primeiro “Homem Aranha”).

Os atores também se destacam, em especial Zoë Saldana, que desaparece dentro de sua Neytiri. Ela entrega uma interpretação visceral mesmo não mostrando o rosto (pelo menos o real) em momento algum. Sam Worthington também é um ótimo ator. Seu Jake Sully é cativante e rapidamente ganha a torcida do público. Dosando muito bem o drama que há em seu personagem, todas suas escolhas e atitudes demonstram uma evolução natural de personalidade, de forma pura e simples. E o que falar de Sigourney Weaver? Trabalhando novamente com Cameron (a primeira parceria foi em “Aliens 2”), ela mostra tamanha afinidade com o longa que nem parece se esforçar para ser bem sucedida.

No time de coadjuvantes temos a enfezada Michelle Rodriguez como a piloto de helicóptero Trudy Chacon. O já citado Giovanni Ribisi encarna o capitalista mercador da morte Parker Selfridge, um personagem fácil de cair na mesmice, mas que faz Ribisi dar um show. Joel Moore faz o nerd gente fina Norm Spellman. Wes Studi, o ator indígena que fez “O Último dos Moicanos” de Michael Mann, interpreta o sábio e digital Eytukan, enquanto Stephen Lang alcança toda a alienação perigosa do Coronel Quaritch. E finalizando temos o ótimo Dileep Rao, ator que tem em seu currículo o inusitado Rham Jas de “Arraste me para o Inferno”, ele interpreta o solidário Dr. Max Pate.

“Avatar” realmente será lembrado. Ainda é cedo para diagnosticar o tamanho de sua repercussão, mas quase toda a mídia especializada aprovou o filme com veemência. James Cameron novamente chama a atenção e agora seu tiro é muito mais perfeito do que “Titanic” ou mesmo a franquia “O Exterminador do Futuro”. Ele literalmente criou um universo tão palpável e real que temos o planeta Pandora como um lugar a ser visitado, e não uma ilusão de computador. Então fica a dica de um fim de semana memorável em 3D IMAX. Aparentemente, a fórmula atual de James Cameron vem funcionando, ideias simples com embalagens belíssimas. É ver para crer.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010!

Olá pessoal...

Para mim 2009 foi um ano explêndido. Peço a Deus que 2010 seja um ano tão bom ou melhor que 2009. Desejo o mesmo para todos vocês e agradeço por estarem sempre presentes aqui. Este ano pretendo turbinar o blog e você não pode perder o montão de novidades que vem por aí viu...

Enfim, Feliz 2010!!!!


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Por que o Verbo se fez carne?

E ai pessoal, tudo bem?

Como estamos perto do Natal, nada melhor do que refletirmos sobre o porque da vinda de Jesus a este mundo. Estava dando uma olhadinha no site da Canção Nova e encontrei este texto que achei muito interessante. Leiam e descubram os mitérios da vinda daquele que havia de ser o maior mistério que já habitou neste mundo: Jesus.

Formações

Imagem de Destaque

Por que o Verbo se encarnou?

O maior acontecimento da história

"E o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós" (João 1, 14).

Deus se fez homem. Na Pessoa do Verbo, Ele assumiu a natureza humana sem abandonar a divina. Foi o maior acontecimento da história.

A fé na Encarnação verdadeira do Filho de Deus é o sinal distintivo da fé cristã: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus" (1 Jo 4,2). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta "o grande mistério da piedade": "Ele foi manifestado na carne" (1 Tm 3,16).

Mas por que Deus se fez homem? A Igreja nos responde:

1 - “O Verbo se fez carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus” (Catecismo da Igreja Católica – CIC § 457).

"Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados" (1Jo 4,10). "O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo" (1 Jo 4,14). "Este apareceu para tirar os pecados" (1 Jo 3,5).

O pecado de toda a humanidade ofendeu a Majestade Infinita de Deus Criador; e nenhum resgate humano seria suficiente para reparar a ofensa contra a Majestade divina. O Catecismo afirma que:

“Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer em sacrifício por todos. A existência em Cristo da Pessoa Divina do Filho, que supera e, ao mesmo tempo, abraça todas as pessoas humanas, e que o constitui Cabeça de toda a humanidade, torna possível seu sacrifício redentor por todos” (CIC § 616).

A morte de Cristo realizou a redenção definitiva dos homens pelo "Cordeiro que tira o pecado do mundo" e reconduziu o homem à comunhão com Deus, reconciliando-o com Ele pelo "Sangue derramado por muitos para remissão dos pecados". Este sacrifício de Cristo é único. Ele realiza e supera todos os sacrifícios. Ele é primeiro um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega seu Filho para reconciliar-nos com Ele. É, ao mesmo tempo, oferenda do Filho de Deus feito homem, o qual, livremente e por amor, oferece a vida ao Pai pelo Espírito Santo, para reparar nossa desobediência.

“Como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim, pela obediência de um só, todos se tornarão justos" (Rm 5,19). Por Sua obediência até a morte, Jesus realizou a substituição do Servo Sofredor que "oferece sua vida em sacrifício expiatório", "quando carregava o pecado das multidões", "que Ele justifica levando sobre si o pecado de muitos".

São Gregório de Nissa, Padre da Igreja (†340), explica:

“Doente, nossa natureza precisava ser curada; decaída, ser reerguida; morta, ser ressuscitada. Havíamos perdido a posse do bem, era preciso no-la restituir. Enclausurados nas trevas, era preciso trazer-nos à luz; cativos, esperávamos um salvador; prisioneiros, um socorro; escravos, um libertador. Essas razões eram sem importância? Não eram tais que comoveriam a Deus a ponto de fazê-lo descer até nossa natureza humana para visita-la, uma vez que a humanidade se encontrava em um estado tão miserável e tão infeliz?” (Or. Catech. 15: PG 45,48B).

A Epístola aos Hebreus fala do mesmo mistério:

“Por isso, ao entrar no mundo, ele afirmou: Não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram de teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui... para fazer a tua vontade” (Hb 10,5-7, citando Sl 40,7-9 LXX).

2 – "O Verbo se fez carne para que conhecêssemos o amor de Deus" (CIC § 458).

"Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele" (1 Jo 4,9). "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna" (Jo 3,16).

Ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus por nós. O que mais o Senhor poderia ter feito por nós? Além de nascer como homem, sujeito às nossas fraquezas, ainda experimentou a morte na cruz.

São Paulo canta o mistério da Encarnação:

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,5-8).

3 – “O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade” (CIC § 459).

"Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim..." (Mt 11,29).

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: "Ouvi-o" (Mc 9,7). Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da Nova Lei: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). Este amor implica a oferta efetiva de si mesmo em seu seguimento.

4 – “O Verbo se fez carne para tornar-nos "participantes da natureza divina" (II Pd 1,4). (CIC § 460).

Santo Irineu (†202) assim explicou essa verdade:

"Pois esta é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim, a filiação divina, se torne filho de Deus" (Adv. Haer., 3,19,1).

São Tomás de Aquino disse: “O Filho Unigênito de Deus, querendo-nos participantes de sua divindade, assumiu nossa natureza para que aquele que se fez homem dos homens fizesse deuses" (Opusc. 57 in festo Corp. Chr.1).

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

21/12/2009 - 08h25

O natal está chagando...

Galerinha, quanto tempo não...

Olha, eu nem conto a vocês como o meu fim de ano foi corrido. Depois de quase 5 meses estou retomando com meu bolg e durante as férias pretendo deixá-lo turbinado. Várias razões convergiram para que eu não pudesse mais postar, razões essas que serão explicadas para novas postagens, no entanto estou de volta e com todo o gás. Desde já, quero desejar a todos vocês um feliz Natal e uma ano novo cheio de paz, harmonia, saúde e, principalmente, fé. Um grande abraço pra todos vocês.