segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pequeno recesso...

Olá galera...

Saudades de postar aqui no blog. Mas vocês sabem que não é fácil trabalhar, estudar e escrever boas postagens ao mesmo tempo né? Bom, agora com esse tempinho livre, vou procurar escrever algumas postagens e partilhar com vocês alguns momentos marcantes nesse primeiro período na Universidade. Aguardem.

Abraços a todos...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Polêmica em relação a erros gramaticais em livro didático de Língua Portuguesa

Olá pessoal,

Ultimamente, pudemos presenciar uma polêmica referente à "erros" de português vinculados num livro didático aprovado pelo MEC. Várias pessoas manifestaram suas opiniões, tais como jornalistas, bloggeiros advogados e professores de língua potuguesa. No entanto, pouca foi a divulgação dos profissionais e estudiosos da área, os linguistas; o que a ser até bizarro, pois são eles os que tem propriedade para falar do assunto. É como se tivéssemos uma rachadura na parede e chamássemos um médico para consertar o estrago.
Abaixo, segue um texto da Associação Brasileira de Linguística Aplicada, respondendo as críticas feitas ao livro. Confiram e percebam a visão de quem realmente entende do assunto.

Polêmica em relação a erros gramaticais em livro didático de Língua Portuguesa revela incompreensão da imprensa e população sobre a atuação do estudioso da linguagem

A divulgação da lista de obras aprovadas pelo Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) para o ensino da língua portuguesa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) provocou verdadeiro celeuma na imprensa e comunidade acadêmica sobre a aprovação de obras com “erros” de língua portuguesa.
Frases como “Nós pega o peixe”, “os menino pega o peixe”, “Mas eu posso falar os livro” e outras que transgridem a norma culta, publicadas no livro Por uma Vida Melhor, aprovado pelo PNLD e distribuído em escolas da rede pública pelo MEC, causaram a indignação de jornalistas, professores de língua portuguesa e membros da Academia Brasileira de Letras.
O grande incômodo, relacionado ao fato do livro relativizar o uso da norma culta, substituindo a concepção de “certo e errado” por “adequado e inadequado”, retrata a incompreensão da imprensa e população em relação ao escopo de atuação de pesquisadores que se ocupam em compreender e analisar os usos situados da linguagem.
A polêmica em torno deste relativismo, assim como a interpretação deturpada de pesquisas na área da linguagem, não é nova. Em novembro de 2001, na reportagem de capa da Revista Veja, intitulada “Falar e escrever bem, eis a questão”, Pasquale Cipro Neto dirigiu-se ofensivamente a pesquisadores da área de linguagem que defendem a integração de outras variedades no ensino de língua portuguesa como uma corrente relativista e esquerdistas de meia pataca, idealizadores de “tudo o que é popular – inclusive a ignorância, como se ela fosse atributo, e não problema, do "povo" (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011).
Mais de uma década após a publicação dos PCN e da instituição do PNLD de Língua Portuguesa, ambos frutos das pesquisas destes estudiosos relativistas, a imprensa e população continua a interpretar de forma deturpada a proposta de ensino defendida nas diretrizes curriculares e transpostas didaticamente nas coleções aprovadas no PNLD.
Tal deturpação ressalta um problema sério de leitura, muito provavelmente decorrente da prática cristalizada historicamente de se ensinar a gramática pela gramática, de forma abstrata e não situada. Pois, ao situar e inscrever as frases incorretas responsáveis por tanto desconforto no contexto concreto em que foram enunciadas, fica clara a intenção da autora de mostrar que precisamos adequar a linguagem ao contexto e optar pela variante mais adequada à situação de comunicação, preceito básico para participação nas diversas práticas letradas em que nos engajamos no mundo social.
Assim, ao contrário de contribuir para uma agenda partidária de manutenção da ignorância, acusação levianamente imputada ao livro e ao PNLD (e, portanto, aos estudiosos da linguagem), os “erros” em questão, se interpretados contextualizadamente e explorados de forma interessante em sala de aula, contribuem para o desenvolvimento da consciência linguística, mostrando que apesar de todas as variantes serem aceitáveis, o domínio da norma culta é fundamental para efetiva participação nas diversas atividades sociais de mais prestígio.
Se, portanto, situarmos a linguagem, não há razão para polêmica ou desconforto e a crítica daqueles preocupados em garantir o ensino da norma culta torna-se absolutamente nula, sem sentido. O niilismo desta crítica está claramente estampado no enunciado de Pasquale, citado naquela reportagem de uma década: "Ninguém defende que o sujeito comece a usar o português castiço para discutir futebol com os amigos no bar", irrita-se Pasquale. "Falar bem significa ser poliglota dentro da própria língua. Saber utilizar o registro apropriado em
qualquer situação. É preciso dar a todos a chance de conhecer a norma culta, pois é ela que vai contar nas situações decisivas, como uma entrevista para um novo trabalho". (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011)
A relativização veementemente criticada parece, por fim, ter sido tomada como verdade no interior do mesmo enunciado.
Dez anos depois vemos em livros didáticos a possibilidade de formar poliglotas na língua materna. Isso é, sem dúvida, um progresso. Resta ainda melhorar as leituras da população sobre os estudos situados da linguagem.
Neste sentido, a Associação de Linguística Aplicada do Brasil, expressa seu repudio a atitude autoritária e uníssona de vários veículos da imprensa em relação à concepção deturpada de “erro” e convida seus membros a se posicionarem nestes veículos de forma mais efetiva e veemente sobre questões relacionadas a ensino de línguas e políticas linguísticas, construindo leituras mais situadas, persuasivas e plurilíngues.
Indicamos abaixo o link para a notícia citada de 2001, assim como outros artigos e vídeos com o posicionamento de estudiosos da linguagem acerca da polêmica com os livros didáticos de LM.
Reportagem capa de Veja, novembro de 2001.
http://veja.abril.com.br/071101/p_104a.html
Nota da Ação Educativa http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2604&Itemid=2 Vídeo na ZHDigital (Entrevista com Prof. Pedro Garcez, UFRGS e Profa. Lúcia Piccoli, Unisinos http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3315386.xml
Artigo do Prof. Marcos Bagno, UNB
http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745
Artigo do Prof. Sírio Possenti, Unicamp
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5137669-EI8425,00-Aceitam+tudo.html (Sírio Possenti)

Paula Tatianne Carréra Szundy
Presidente da ALAB, biênio UFRJ 2009-2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Oração - A banda mais bonita da cidade

Pessoal,

Encontrei um vídeo lindíssimo na internet essa semana e, como toda boa produção cultural que encontro na net, vim dividí-la com vocês. Esse clipe caseiro foi produzido por uma banda curitibana chamada A Banda Mais Bonita da Cidade e virou hit na web a partir desta quinta (19). Vejam só, eles reuniram 16 músicos em uma casa para rodar, em plano-sequência, o vídeo da tranquila canção Oração.

Durante aproximadamente seis minutos, o cantor e compositor Leo Fressato é filmado em tempo real passeando pelos cômodos da casa com um microfone. Pelo caminho, vai encontrando músicos que o acompanham com diversos instrumentos.

A banda é formada por Uyara Torrente (vocal), Vinícius Nisi (violão, teclado e piano infantil), Rodrigo Lemos (banjolele e guitarra, e ex-integrante do grupo independente), Diego Plaça (violão e baixo) e Luís Bourscheidt (percussão e bateria).

O clipe está disponível na internet desde a última terça-feira (13) e já soma mais de 360 mil visualizações no YouTube. Com a descrição "É, a gente adora Beirut mesmo", o grupo deixa clara uma referência à Nantes, vídeo do grupo norte-americano Beirut (que você pode ver abaixo).



By: Pedro Felipe (com redação do virgula.uol.com.br)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os macacos e a escada

Olá pessoal...

Vagando pela internet encontrei esse texto muito legal. Leiam e percebam quão verdadeiro é o seu ensinamento no que diz respeito a nossas atitutes perante a realidade que nos cerca.

Os macacos e a escada


Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.Quando algum macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que o macaco novato fez foi subir a escada, de onde foi rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro macaco foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”.

Também os seres humanos frequentemente agem como os macacos dessa história, fazendo coisas sem refletir por que razão, ou com que objetivo, estão fazendo aquilo. As pessoas agem às vezes movidas somente por costumes arraigados, ou por instintos, e dessa forma não exercem o mais precioso atributo de Deus para a raça humana: a inteligência. É importante estarmos sempre refletindo, questionando, compreendendo e aprendendo mais sobre a vida. Como disse Albert Einstein: "Tristes tempos estes: é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito".

By Prof. Gretz

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ensaio de Eni Orlandi: "Leitura: de quem para quem"

Pessoal,

Gosatria de indicar-lhes um ensaio da professora Eni Orlandi, da UNICAMP, sobre o que a leitura representa em nossa sociedade e a forma como nela é disseminada. Abaixo, segue uma resenha que eu fiz sobre este texto para a faculdade.


Resenha do texto "Leitura: de quem para quem"

Com o intuito de propor uma nova forma de educar e visando um ensino coerente com a pedagogia de transformação, Orlandi nos apresenta uma reflexão acerca do que está por trás do sistema educativo tradicional, situando “o que”, o “de quem” e o “para quem” da leitura. Aponta também qual é a relação estabelecida entre as classes sociais e o processo de ensino-aprendizagem em vigor atualmente. Para tal, utiliza argumentos convincentes que nos convidam a pensar a respeito do que é considerado legítimo no sistema educativo, assim como os motivos pelos quais essa legitimação é efetivada e repassada nas salas de aula.

A autora divide o texto em duas partes. Na primeira, discute a natureza da relação entre as classes, apresentando um histórico das transformações que a sociedade pôde experimentar desde o sistema feudal até as revoluções burguesas, sendo as últimas responsáveis pela redefinição dos paradigmas sociais. No entanto, segundo a autora, existe um jogo de palavras em relação aos conceitos de “liberdade” e “igualdade” propostos pela nova classe dominante: a burguesia sempre proclama o ideal da igualdade ao mesmo tempo em que organiza uma desigualdade real (ORLANDI,1995, p.59). A partir desta afirmação, ela sugere que dentre os vários campos em que esta realidade separatista é instaurada está o da educação, que passa a ser um instrumento de dominação. Nestes termos, torna-se uma educação de classe, o que responderia a questão “De quem é a educação?” como: é a da classe dominante do sistema capitalista, com as suas finalidades.

Ainda nessa parte do texto, a autora questiona a legitimidade do conhecimento que é estabelecido como verdade e reproduzido nas salas de aula. Ela parte da premissa de que um determinado conhecimento (ou modo de percepção do mundo) é indicado pela classe dominante, tutora do poder, e legitimado pela classe média, servindo como instrumento para sua elevação social. Apenas resta para a classe dominada aderir ao que lhes é imposto. Dentre essas diversas formas de saber (conhecimentos) está o saber letrado, sendo ele não partilhado, mas distribuído socialmente (ORLANDI,1995, p.62). Desta forma não é possível uma discussão sobre o que lemos e aprendemos. Pelo contrário. A absorção do que nos é imposto se faz necessária para um tipo de defesa (leitura pragmática), impedindo-nos de ter uma consciência crítica e poder, assim, contestar essa realidade.

A segunda para do texto nos transporta ao universo escolar, convidando-nos a observar a relação leitor/texto/autor na escola. O mediador desse processo nesse ambiente é o professor, uma vez que, na pedagogia tradicional, seu saber e objetivos são “dominantes” em relação ao saber e aos objetivos do aluno. Em relação a interação da leitura escolar e o fato de que essa relação resulta em transformação, é necessário que seja dado ao aluno um espaço para que ele mesmo elabore sua relação com a leitura. Sendo assim, o método de ensino deve apenas proporcionar condições para que esse processo seja aplicado e desenvolvido.

A autora é bem enfática quando afirma que o método não se deve sobrepor ao processo, mas se articular com ele. Sendo assim, para fazer com que o aluno tenha um conhecimento crítico, o professor deve colocá-lo em contato com textos, bibliotecas, arquivos, coleções, recortes etc., e motivá-lo a uma leitura polissêmica dos mesmos, diferentemente do método tradicional, que impõe uma leitura parafrástica (reprodução de sentidos previstos para um texto). Essas condições de ensino oferecidas aos alunos das classes populares permitirão que esta possa se construir e se representar na sua história de leitura, que a classe dominante desconhece (ORLANDI,1995, p.71).

Ademais, como opinião sobre o compêndido, posso afirmar que este se mostra muito coerente com o contexto em que vivemos e muito esclarecedor, tanto do ponto de vista expositivo quanto utilitário, cumprindo com a proposta que sugere desde início: elaborar soluções pedagógicas práticas para a mudança da realidade que descreve em seu cerne. Também nos ajudou a entender o papel que, como educadores, devemos desempenhar em busca da construção de novos paradigmas sociais que podem ser iniciados na escola, lugar tão comum e tão simples, mas fundamental para que qualquer mudança possa realmente ser estabelecida.


REFERÊNICIAS BIBLIOGRÁFICAS

ORLANDI, E.P. Leitura: De quem para quem? In ABREU, M. Leituras no Brasil: antologia comemorativa pelo 10º Cole. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1995. p. 57-71.

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By: Pedro Felipe

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A vida e a terra

Oi pessoal,

Remexendo em alguns antigos arquivos que pairavam nas profundezas do meu computador, encontrei esse texto que fiz em homenagem aos trabalhadores rurais da minha cidade natal, Araçagi. Como ainda não o tinha mostrado a ninguém, gostaria de dividir com vocês essa reflexão tão simples e humilde, mas que traz em si uma mensagem que realmente vale a pena.

A vida e a terra

A roça plantada
da terra arada, quebrada
pela enxada que bate
a terra e planta
a vida.

Vida arada
das mãos que sustentam
o cabo, que puxam
do mato o trato
pra viver,
comer.

Labuta marcada tenta dar
pelo suor que cai
e esvai
pelas rachaduras
das mãos ou do chão?

O sol que é guia
relógio do dia
lhe faz saber,
o que comer,
crer, sofrer
por não ter.

Não sabe se tem,
não sabe se vem.
Que Deus abençoe
Que chova e aguoe
Que a terra permita
a vida.

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By: Pedro Felipe


sábado, 26 de março de 2011

O pardal e a borboleta

Quando cheguei do trabalho, na hora do almoço, reparei num acontecimento que me levou a uma viagem deliciosa por lembranças inusitadas. Estava fechando o portão quando reparei, no braço da cadeira de balanço do terraço, um pardal. Ele procurava captar um melhor lugar para pousar, e eu, o observando, achava aquilo bem curioso. Quando decidiu voar para o outro lado, atravessando o muro de minha casa, quase atropelou uma borboleta amarela que brincava entre as flores vermelhas daquele pequeno jardim na varanda.
Segui o pássaro com meus olhos, e depois a borboleta com meus pensamentos. Eles me levaram há alguns anos de meu passado, naquele mesmo lugar. De repente vi tudo tão maior, tão mais bonito, tão mais colorido e mágico. Lembrei de todas as brincadeiras, as artimanhas infantis e as histórias que inventávamos numa ingênua e doce juventude. Fechei os olhos e quando os abri novamente, tudo estava normal de novo. Normal no modo em que estava observando antes do devaneio. Era tudo tão pequeno. Um espaço apertado de dois por seis metros, com algumas plantas floridas ao redor do muro, sendo este mais baixo que eu. Tão simples, tão normal. Tão imperceptível nessa vida agitada que em que sou controlado pelo tempo. Tão diferente daquela época em que eu o controlava.
Nesse momento percebi algo curioso. A maturidade me fez enxergar o mundo de outra forma, mas ao mesmo tempo em que minha visão se expandiu para alguns pensamentos e críticas, se limitou infinitamente para outras percepções, que talvez fossem as mais importantes. Não conseguia mais enxergar nada do que outrora vira ou vivera em minha imaginação infantil. O mundo era tão amplo, tão grande e imenso. Mais que isso. Ele era possível. Possível em tudo que eu quisesse. Só bastava um pensamento, um sonho, e a doce ilusão tomava conta da minha realidade desmedida e sem fronteiras.
Será que a idade me tirou aquilo que era mais importante e me fazia tão feliz? Será que as barreiras impostas hoje pela razão poderão um dia me fazer tão realizado quanto as azas da liberdade um dia me fizeram? Será que conseguirei alçar vôo mesmo com meus pés fincados nesse chão frio e duro. A gravidade que a realidade impõe à minha mente poderá um dia ser desafiada pelos meus ínfimos desejos de liberdade?
Sinceramente não sei da resposta para nenhuma dessas perguntas. Apenas sei o que sei, o que vejo, o que escuto e o que sinto. Talvez possam agora existir novas formas de voo. Escrever pode ser uma delas. Fazer com que as pessoas possam voar comigo e até quem sabe sonharmos juntos. Talvez jamais voltemos aos tempos do impossível, mas a sua tradução em palavras pode nos levar tão longe quanto um dia pudemos chegar. Assim aquela felicidade encontra novamente a possibilidade de habitar em nosso coração e quem sabe possamos ver o mundo de uma forma diferente, com mais amor.
Talvez isso seja algo a se pensar. Talvez o que vem de dentro pra fora possa ser mais importante do que o vem de fora pra dentro, por que o que vem de dentro é a essência, e um dia ouvi falar que a essência do homem é o amor. E não foi ninguém palpável que me disse essas palavras. Acho que as escutei em sonho. Talvez fosse eu mesmo.
Como agradeço àquele pardal, que me levou àquela borboleta, que me levou àquela infância, que me levou a entender que a felicidade está num lugar em que tantas vezes nos passa por despercebido ou talvez nem procuramos parar pra pensar nele. E pensar, nesse caso, não tem caráter racional, mas emocional. Pensar com o coração. E é neste lugar que habitam todos os sonhos e prazeres tão singelos, mas que nos fazem tão felizes, como era aquele pardal, como era aquela borboleta.


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By: Pedro Felipe

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ambígua criança

Estranha cúpula
que me enclausura
insana e muda
apela e afoga
liberta e revoga
minha loucura.

Dar-lhe-ei minha vida
Dar-lhei-ei meus sonhos
ingrata, astuta.
Burla minhas vontades
e sobrepõe aos meus fulgazes
amores e temores.

Incompreensível tormento
de um alinhamento estranho
indescritivelmente humano
incalculávelmente palpável
involutariamente vivido
passado.

Escrever é a fuga
não arquitetada, marcada
com simetria aguda
e perfeita,
mas com a nostalgia sentida
e surrada
pelo que aflora de dentro
pra fora,
e o de fora rejeita.

Sua transparência
exergar-me faz todas as cores,
que embaraçadas formam
um distorsido compêndido
de pinturas , remotas
adidas de alma,
libertando-me do limbo,
sorrindo, cantando, sonhando...

Tudo que meu intrínseco grita
tudo que minha alma roga
tudo que você implora
numa desmedida e
incontrolável prece
Pode com certeza inferir
na dor que encurrala,
instaurar uma engênua esperança,
criança ambígua,
humana.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUAmG2PdLQP5QQA5sXiT6XyN0hD3637NQyImvJTMJY0toekpt5MMrZe1hh6aIwVizbfaeiHJckRbq9obJ4QruCviNdOr30FJnPOUIh0YENJkVSDcM46EUK6_gQjLNvMrMmo3_zeidSFX4/s1600/orando1.JPG

By: Pedro Felipe

domingo, 20 de março de 2011

Parabéns Rachel!

Olá Pessoal.

Nós paraibanos, nesses últimos dias, pudemos compartilhar uma grande alegria ao tomarmos conhecimento que nossa conterrânea, a jornalista Rachel Sheherazade, foi contratada pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), depois da maravilhosa lição de bom censo que promoveu a respeito do real significado das comemorações carnavalescas no Brasil. Estamos muito felizes pela repercussão que este vídeo teve na internet e nos demais veículos de comunicação, promovendo um debate sadio e consciente.
Abaixo, o vídeo que a deixou tão famosa:

sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que o jovem não deve ler!

Pessoal,

Trabalhei essa semana com um texto muito legal do Ulisses Tavares, intitulado "Por que os jovens não devem ler". Compartilho agora com vocês essa maravilhosa leitura:

Por que o jovem não deve ler!

Ulisses Tavares

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.

E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.

(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)

Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)

Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia.

Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.

Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua técnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.

E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.

Viram como ler atrapalha?

A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.

E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.

Porisso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.

A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.

Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.

E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

  1. Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;
  2. Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;
  3. Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;
  4. Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;
  5. Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.

Mas páro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.

De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem:

"Faz escuro, mas eu canto!"

Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaf7GGX60fN6BY_vk9XNwOpLaXqNwmk_nPbZTVu8pXeJs6vgMeaEx95PHOsDxBOPx4hnjIq7B-rKEBQ9djJzIy1fDOIOG6oTGfARtKFMdig6UZtRTyB7IfkmdC9At2J5koa5ZmrXWeoCk/s400/livros2.bmp

Começo do ano acadêmico

Olá pessoal,

Gostaria de avisar que estou voltando as postagens no blog. Meu ano acadêmico acaba de começar e minha animação é tamanha que me impulsiona a querer novamente dividir com vocês a maior parte de meus conhecimentos.
Acredito que todos já saibam que mudei de área. Fazia um curso técnico integrado em eletrotécnica no IFPB e o normal seria seguir a carreira de Engenheiro Eletricista. No entanto, mudei drasticamente. Atualmente comecei a cursar letras na UFPB, e me encontro muito animado. Esta era definitivamente a minha paixão e querer assumir isso como profissão exigiu de mim muita força e coragem. Sei que não será um caminho fácil, mas com muita determinação e fé, tenho certeza que Deus me abençoará e ajudará a alcançar objetivos que almejo.
Bom, isso é tudo por enquanto. Aguardem novas postagens...
http://www.ead.ufsc.br/files/2008/12/91133-48.jpg

By: Pedro Felipe

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os Programaços da TV Paraibana!

O interssantíssimo CIRCO que é a TV do estado da Paraíba conta com ínumeros palhaços, marionetes, bobos da corte e trapezistas. Neste resumo vou mostrar com um pouco de humor como é o formato de muitos programas da Paraíba e de seus respectivos apresentadores.

Você acorda de manhã e tem a sua disposição um leque variado daqueles telejornais do tipo: De Olho na Cidade, Tribuna Livre, Jornal da Correio, Bom Dia Paraíba e outras coisisnhas a mais; é muito interessante notar que esses "telejornais" muito bem poderiam se chamar Telefunerais (pois só noticiam mortes), além de possuir o mesmo formato e as mesmas palavras ditas, as mesmas imagens. Parece até que todas as emissoras se juntam, dividem o território da grande João Pessoa e de Campina Grande, e vão no zerinho ou um pra ver quem vai cobrir as mortes. No final elas dividem a mesma imagem e combinam o que vão dizer.

Quando chega a hora do almoço outro show é dado, e uma briga de 4 grandes palhaços é formada. Num vértice do quadrado está o palhação Samuca Duarte e seu fiel escudeiro Emersom Machado (o repórter das caretas), num outro vértice está aquele que saiu do rádio pra entrar nesta briga também, o palhaço Alexandre Coronago, no outro está o que teve seu lugar tomado pelo Alexandre, o Lauro Lima com o seu "GRADENAL", e por último os dois palhaços da TV Correio que juntos querem derrubar o palhação Samuca, Eron Cid e Ruy Dantas com o seu famoso bordão de despedida que ninguém entende "Quando a luta continua, a luta continua...".

Quem tem acesso a tv da Paraíba e puder ver os palhaços supracitados em ação e também já tiverem visto o filme TROPA DE ELITE 2 podem observar um comportamento paralelo entre os apresentadores de TV daqui e o apresentador e candidato a vereador Fortunato no filme. Podemos observar uma enorme defasagem na cultura, informação e lazer que os programas de TV estão proporcionando.

Nas tardes, a grade é preenchida com algo muito peculiar, O Feminissíma, programa em que a apresentadora (Marcelle Mosso) não sabe nada sobre o roteiro do mesmo, apenas rindo a todo instante. O fato dela não ser paraibana explica bastante coisa a respeito do seu deslocamento aqui. Praticamente quem faz o programa é o diretor, aquela menina que lê os e-mails e Biusinha, que se continuar desse jeito, já, já toma o lugar da Marcelle no programa.

Voltando pra manhã um programa com um formato parecido deste último é exibido, o Manhã da Gente. A ex-apresentadora de Clips (Marília Lima) apresenta sempre a clínica de estética que ela limpa a cara (Lumière). Antigamente o programa ainda contava com a ajuda na cozinha do chef Wellington, nos entanto ela o despediu e ficou com o programa só pra si. Agora trás todos os chefs de todos os restaurantes e biroscas de João Pessoa para cozinhar no seu programa. É muito engraçado que ela tem um estreito laço com a cozinha. Um chef diz: "Agora vamos cozinhar as batatas para fazer o purê". Daí ela diz: "Como?", e o Chef, com um sorriso meia boca, diz: "Com água". Ela nem pra dizer: "quanto de água?". Apenas indaga "Ah tá certo!"

A programação da Paraíba é muito boa pra quem gosta de rir e tirar sarro da cara dos outros...

Por: Tiago Pereira de Lima

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Blog "A parusia em mim" está ativo...

Pessoal, Tiago mandou avisar que o blog "A PARUSIA EM MIM - Diário de um Recomeçar" já está ativo.
Eu dei uma conferida e tá super legal. Deem uma passadinha lá pra conferir. O link é:

aparusiaemmim.blogspot.com

Abraços e até mais!

sábado, 24 de julho de 2010

Eleições 2010 - Em quem você vai votar?

Oi galera...

Hoje vim compartilhar com vocês o desejo íntimo de fazer alguma coisa nessa eleição. Algum movimento em defesa de ideologias políticas que levassem nosso país pra frente. Dos candidatos à presidência que disputam essa eleição, apenas um me inspira a fazer isso: MARINA SILVA. É a mais preparada, competente, honesta, humilde e comprometida com a integração entre crescimento econômico e a preservação ambiental, garantindo ao país um desenvolvimento equitativo e sustentável frente aonovos desafios do sóculo XXI. Ela é a única capaz de conseguir alavancar a educação básica, salvar a amazânia e contiar erradicando a pobreza, não deixando de lado o crescimento econômico do nosso país. Pensando nisso, procurei na internet um texto que explicasse detalhadamente porque devemos votar em Marina nessa eleição, e olhem o que eu achei:

http://www.abril.com.br/imagem/marina-silva436.jpg

Em quem eu voto


Muitos amigos meus me perguntam porque e como eu não vou votar na Dilma e se eu prefiro o SEEEEERRRRAAAA????? Pois hoje resolvi respondê-los.

Não voto na Dilma porque ela é do PT e o “pragmatismo” petista tem sido muito mais odioso do que o “esqueçam o que eu disse” do FHC. Um partido que representava o sonho de uma política mais limpa, um partido que deveria se aliar com a esquerda ou, no máximo, com um centro esquerda como um PSDB da vida, jamais poderia seguir uma política prostituída como a do atual PMDB. O PT, a meu ver, não deveria ter o direito de sentar-se à mesa com Sarney, Edson Lobão, Renan Calheiros, Fernando Collor e semelhantes. Muito menos articular com essas figuras para que elas mandem no Congresso Nacional de forma tão explícita como nem no FHC mandaram. Essa simbiose é imoral.

Não voto na Dilma porque ela é do PT e esse partido não fez ABSOLUTAMENTE NADA pela educação em seu governo. Se criar condições para a proliferação de Faculdades em todos os lugares ao ponto de gerar uma profunda crise no setor é tudo o que o PT ofereceu nesses oito anos, eu realmente posso dar nota zero para ele no quesito educação, um dos que ele mais defendia. Para mim, o PT teria que investir na educação básica de qualidade com muito dinheiro e seriedade. Somente quando o mais pobre tiver condições de disputar uma vaga na Federal com o mais rico a educação pública poderá ser chamada de decente. E o PT sabe(ia) disso. Emancipar não tem sido o principal objetivo do partido, será por quê?

Não voto na Dilma porque não sei quem ela é. Quando falo isso, me repreendem duramente falando que ela é uma figura ilibada, com uma grande história política de resistência na COLINA, no VAR Palmares, etc. Diante disso, faço várias observações, dentre elas, que são inúmeras, destaco apenas três: a) pergunto detalhes sobre essa história e ninguém sabe me responder, b) não creio que ter sido militante radical de esquerda na década de 70 credencia alguém a ocupar o mais alto cargo administrativo e POLÍTICO do país. Creio que a política é o espaço da visibilidade e a Dilma, por mais heróica, combatente e capaz que seja, ocupa o espaço da invisibilidade, o espaço da anti-política, c) luta política por luta política, a Marina e até o Serra também fazem parte desse balaio e são honestos.

Frente a esse impasse, escolho meu voto: MARINA SILVA. Essa, a meu ver, é ilibada, tem uma história de luta tão grande quanto a Dilma, e é afinada com o futuro. Marina Silva seria a única capaz de acabar com a farra gringa e do “terceiro setor” na Amazônia, de promover um desenvolvimento sustentável que traga divisas para o país e para os povos da Amazônia. E que seria capaz de (re)integrar a Amazônia ao Brasil, levando ao norte prosperidade, legalidade, justiça. Não vejo com bons olhos o norte do Brasil ficar na situação em que se encontra. Marina sabe disso e é corajosa.

Mas a Marina não tem partido, não se governa assim, e coisa e tal. Garanto que Marina sabe disso e que é capaz de fazer uma aliança com um grande partido de forma mais decente do que a feita pelo PT (aliás, quem sabe ela não se alia com o PSDB? Seria, no mínimo, humilhante). E a Marina tem visibilidade, ocupa o lugar do aparecer, da política. Eu sei quem é a Marina, que tem uma doença tratada às claras, que é frágil, mas que tem uma alma imensa, do tamanho do meu país. Coisas que ainda não consegui saber da Dilma. E acho que a Marina terá um vice um pouco melhor do que o Temer.

Mais ainda, muitos com quem tenho conversado, dizem que vão votar na Marina. Se começarmos uma campanha de fé e esperança, ela pode chegar bem mais longe do que imaginamos. Isso sim, é uma presidenta que eu teria imenso orgulho, que me faria chorar em sua posse, que seria a esperança do meio ambiente no Brasil e, portanto, de 40% do futuro de nossa nação (os 60% estão nas mãos da educação, área sobre a qual nenhum candidato, nem a Marina, parece ter a mínima idéia do que fazer).

Ah, e só para comparar com o nosso atual presidente, é bom lembrar que Marina era tão ou mais pobre do que o Lula, que ela também entrou na política pela esquerda, só que não se aliou com senadores duvidosos, mas os denunciou. Marina é pobre, mas sabe da importância transformadora da educação e, ao invés de vangloriar-se de não ter estudado, conseguiu, com muita luta, se formar em história. Marina sabe que há vencedores sem diploma, mas é honesta e admite que, entre os vencedores, os com diploma (de qualidade) são imensa maioria.

Voto na Marina! Mulher de biografia linda (e conhecida), mulher com um belo nome, mulher vencedora. Marina, mulher coerente, que largou o ministério porque não poderia fazer nada com ele, que rompeu com o seu partido porque ele se corrompeu ideologicamente. Voto na Marina, que continua acreditando que um governo pode ser decente e que sabe que do uso sustentável do meio ambiente depende o futuro do planeta.

Finalmente, para responder a questão das primeiras linhas, “você prefere o SEEEEERRRRRAAAAA?”, eu digo que não, prefiro a Marina. Mas se não tiver jeito, porque não o Serra? Ele trabalha feito cão, sonha com isso há anos, é do PSDB, que é menos indecente que o PMDB, também tem história de militância e é conhecido, visível, político.

Não voto na Dilma porque sou de esquerda, mas uma esquerda moderna, que vê no cuidado ambiental, no desenvolvimento sustentável, no estímulo à economia solidária, o futuro do Brasil. O nosso turismo, por exemplo, deveria ser feito com base em organizações de economia solidária. Nosso litoral está sendo vendido ao estrangeiro, que não dá o retorno devido às comunidades locais. E Marina sabe muito mais sobre isso do que a Dilma.

Acima de tudo, não voto na Dilma porque não acredito que posso me sentar à mesa com Jesus e Judas, como diz o seu mentor, com quem ela, aparentemente, concorda em tudo.

Mas se a Dilma colocar um vice-presidente decente em sua chapa, fizer-se mais transparente com sua vida pessoal, política e ideológica e me prometer que vai eliminar os atuais caciques do Congresso, refazer o Maranhão e Alagoas, e firmar alianças moralmente decentes para governar, eu até penso em reconsiderar o meu voto. Apesar de Marina soar tão mais belo, leve e doce aos meus ouvidos.

Paulo Vitor de Lara Resende

Professor que foi pego pela marolinha do Lula e que está muito aborrecido com a política e com a educação brasileiras.


Legal né!?

Reflitam bem e não esqueçam: o voto é a principal arma da democracia, não o subestime. Vote com consciência!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Uma verdadeira amizade

http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK32456_amigos-esperando-um-novo-dia800.jpg

Olá pessoal,

Primeiramente gostaria de desejar um feliz dia do amigo atrasado... Eu sei que foi ontem, mas só tive oportunidade de postar alguma coisa hoje. Eu faço questão de lembrar essa data pelo fato de que eu considero muito todos os meus amigos e tenho a amizade como um elemento muito importante na formação de um ser humano. Os bons amigos nos conhecem, nos entendem, sabem quem somos de verdade.
Os nossos primeiros amigos são os nossos pais, que nos amaram desde o início de nossa existência. Eles dedicaram parte de sua vida para nos educar e nos transformar em pessoas de bem. Eles são o começo do amor de Deus em nossa vida. São a janela por onde entra a luz da vida. Mas não somente eles fazem parte no nosso cículo de amizade. O amor que temos por nossos pais é inexplicavelmente diferente do que o que cultivamos com aos outros amigos. É um amor único, ímpar. Deposi deles, a vida nos apresenta vários outros, em todos os possíveis ambientes em que convivemos: escola, igreja, vizinhança, internet; afinal, conhecemos pessoas em todos os lugares, mas poucas são as que merecem o título de amigo. Os amigos , como nossos pais, nos conhecem, ou pretendem nos conhecer mais mais a cada dia, e nos amam do jeito que somos. Os nossos amigos de verdade querem que cresçamos, e sábios são os seus conselhos. Um bom amigo é uma ferramenta de Deus na nossa vida.
Todos os dias eu me pergunto se estou sendo um bom amigo. Peço ao Senhor para que ele possa me ajudar a cultivar boas amizades, sendo elas baseadas na sinceridade e no amor mútuo, sem inveja, soberba, luxúria. Um amizade pura. É esse o meu maior sonho para com a relação que tenho com meus amigos.
Dentre todos estes tipos de amizade, existe uma que se sobressai. Esta é a mais importante e a que regula todas as outras. A amizade que temos, ou devemos ter com Deus, que deve ser baseada no amor verdadeiroe, na humildade, e na liberdade. Quantos mais nos entregamos a essa amizade, mais aprendemos a viver e a ser verdadeiramente livres. Por isso, manter um amizade saudável com Deus é fundamental para que possamos viver bem.
Voces estão vendo porque eu gosto tanto do dia do amigo?! Em comemoração a esta data tão especial, deixo vocês com a música "Amigos pela fé", de Anjos de resgate.
Abraços, e feliz dia do Amigo!!!

Dica de blog

Olá pessoal,

Faz um tempinho que eu não posto né? Mas vocês têm que entender que eu faço dois cursos, estudo pro vestibular e tenho 2 projetos de pesquisa. Então por favor me perdoem.
Vim aqui hoje pra lhes indicar um blog que ainda não está no ar. O meu amigo Tiago Martins pediu pra eu fazer uma mershan no meu blog, e quando escutei as ideias pro blog dele fiquei fascinado, aliás, eu também serei co-autor desse blog, então não percam...
O nome do Blog será "A Parusia em mim - Diário de um recomeçar" Vocês vão entender o significado desse título quando começarem a ler os posts, mas posso garabtir que vocês irão gostar muito...


Abraços e até a próxima!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dentro de mim

Olá Pessoal...

Estou colocando hoje no meu blog um texto que escrevi há alguns anos, e achei bem interessante. Eu não me lembro sobre o que exatamente eu estava escrevendo, mastenho a impressão que era na vertente espiritual. Boa leitura...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgYDUszq2QNyIbKlrPuRrjmvuzihiVl0Tn112Z5VxhiFAEDDWl_g2rUkz988kyeV8P-JUFnPkx0WDSCtgw5u2iS6Gz3U9yLalwGwS-HWEB25nANNCF127GMvnA80Bx1KYAlgbreUIOQUXJ/s1600/vazio.png.jpg

Esquecer do tempo,

E mergulhar na escuridão,

Na incógnita que se espalha pela essência

De uma mente que já não pensa como antes.

O que era certo desapareceu

E uma nuvem encobriu minha razão.

Acreditar é uma tarefa de ourives

Que lapida a realidade e busca a perfeição

que não existe.

Mas eu sei que não posso me deixar levar

Pelos ímpios desejos singularmente intrínsecos

De meu leviano ser.

A luz está muito longe,

E os meus olhos começam a se fechar...

Não posso deixar que o fim aconteça. Não!

Pois eu tenho o Amor do meu lado,

E o seu sangue é tão quente

Posso senti-lo nas minhas veias...

A candura dos seus olhos

são como a inconsistência constante

Do mar que lava a minha alma

E me deixa livre para acreditar.

Já não preciso fazer nenhum esforço

Nem perturbar meus pensamentos com perguntas

Porque as respostas não têm mais valor.

Eu o sinto

E é isso que importa

Eu o sinto

Posso Tocá-lo

Com o meu coração,

com a minha alma,

Com o meu amor.

Encontrei a luz novamente.

E ela está dentro de mim.

domingo, 13 de junho de 2010

A tecnologia e as novas formas de cidadania

Olá gelera...
Todos evidentemente sabem que neste ano haverão eleições para deputados, senadores, governadores e presidente. Nós, como eleitores, temos que sempre estar atentos as propostas de cada candidato. Mas eu não vim falar sobre a importância da eleição como exercício da cidadania ou avaliar a índole dos seus candidatos. Hoje eu vim dividir com vocês uma matéria muito interessante que eu tive a oportunidade de ler graças ao meu amigo Joel (valeu amigão). Ela trata do uso da internet para a prática da cidadania e os movimentos de luta na era da internet. Leia e visite os sites propostos pela matéria. Eles são realmente muito úteis.

13/06/2010 07h15 - Atualizado em 13/06/2010 07h54

'Webcidadania' avança no Brasil e muda o foco da participação política

Ferramentas induzem o cidadão a assumir papel ativo na vida pública.
Redes sociais e banco de dados ajudam a cobrar e fiscalizar políticos.

Thiago Guimarães Do G1, em São Paulo

No momento em que as campanhas eleitorais no Brasil parecem acordar para o potencial da internet, montando estratégias e equipes para fisgar o voto na rede, iniciativas na web sem vínculo partidário ajudam o cidadão a participar da vida pública e fiscalizar a classe política.

São ferramentas digitais que invertem o eixo da participação na vida pública: de simples receptores das mensagens de políticos e partidos, os cidadãos passam a ter voz ativa na organização de suas demandas.

O que antes tomava papel, telefone, carros de som e horas de reuniões hoje pode ser feito em poucos cliques – de listar problemas do bairro a monitorar o trabalho de deputados e senadores em Brasília.

Sites e movimentos que promovem a chamada cidadania na web avançam no país e mostram resultados. O G1 apresenta algumas dessas iniciativas.

Vote na Web
No ar desde novembro de 2009, o Vote na Web ajuda o internauta a acompanhar projetos de lei em tramitação no Congresso.

O site resume propostas complexas em poucas linhas, com ênfase nos aspectos que interferem na vida das pessoas. Mediante rápido cadastro, o usuário também pode “votar” nas propostas e acompanhar o mapa das opiniões dos internautas.

vote na web 2
Site "Vote na web" (www.votenaweb.com.br)

Quem quiser também pode se cadastrar para receber, por e-mail, informações sobre a tramitação da proposta de seu interesse.

Como é praticamente impossível cadastrar todos os projetos - foram mais de 6.000 nos últimos dois anos -, o site, ao entrar no ar, mostrava uma proposta de cada parlamentar. Depois passou a cadastrar todo projeto apresentado na Câmara e no Senado desde então.

“A gente não precisa mais pintar a cara e ir para a rua. É possível se mobilizar pela internet”, afirma o idealizador do projeto, Fernando Barreto, da Webcitizen, empresa de Belo Horizonte que cria aplicativos para engajamento cívico.

Em pouco mais de seis meses, o Vote na Web tem 5.000 usuários cadastrados e mais de 100 mil votos virtuais.

Excelências
O projeto Excelências, da Transparência Brasil, reúne o maior banco de dados sobre parlamentares em exercício no Brasil, nos três níveis de governo (União, Estados e municípios).

site Excelencias
Site "Excelencias" (www.excelencias.org.br)

Se o usuário quiser saber, por exemplo, quantas vezes um deputado faltou ao trabalho, a informação está lá. Histórico de doações eleitorais, citações na Justiça, variações no patrimônio de 2.368 políticos: dados extraídos de fontes oficiais e reunidos de forma a facilitar a consulta.

“É algo que reduz violentamente o tempo que alguém teria que gastar para buscar essas informações”, afirma Claudio Weber Abramo, secretário-geral da Transparência Brasil.

Eleitor 2010
A ideia do Eleitor 2010 é transformar o cidadão em fiscal do pleito de outubro. Surgiu pela experiência da jornalista Paula Góes, que sentia na pele a dificuldade em checar todas as denúncias feitas pela população em dia da votação.

“Recebíamos inúmeras denúncias, mas nunca tínhamos equipes para apurar todas. Isso gerava frustração para o eleitor - que sentia seu testemunho sem importância - e para o jornalista, que se via impotente”, diz Góes.

Moderadores analisam os relatos enviados ao site - por e-mail, celular, Twitter ou na própria plataforma. Classificam as denúncias como confirmadas ou não confirmadas e registram a credibilidade das fontes (testemunha ou vítima, por exemplo) e a confiabilidade das informações.

site eleitor
Site "Eleitor 2010" (http://eleitor2010.com/)

Os relatos aparecem em um mapa, onde podem ser filtrados por região ou categoria. Usuários, que não precisam se identificar, podem confirmar ou negar relatos e também solicitar o envio de denúncias feitas em determinada região.

Góes enumera idéias para evitar a manipulação política do site, como parcerias com estudantes de jornalismo e Promotorias Eleitorais.

“É uma plataforma que dá ao cidadão o poder de atuar como fiscal do que acontece a sua volta, desde que tenha as ferramentas mais básicas: um celular ou internet. Confiamos na boa fé da maioria dos brasileiros e esperamos contar com a ajuda de pessoas alinhadas com o propósito de alcançar um Brasil mais transparente e livre de corrupção”, afirma Paula.

Uma versão beta da plataforma está no ar desde o final de maio e já aceita relatos sobre o período da pré-campanha.

Cidade Democrática
O Cidade Democrática é uma rede social que une pessoas e causas, e não apenas pessoas. “No site não sou seu amigo, mas amigo de sua causa”, afirma o administrador Rodrigo Bandeira, idealizador do portal.

O usuário se cadastra como cidadão, ONG, parlamentar, empresa. Pode criar propostas, apoiar outras, fazer comentários. O portal entrou no ar em novembro de 2009 e conta com cerca de 2.700 pessoas.

Entre eles, mais da metade dos vereadores, a prefeitura e um deputado estadual de Jundiaí (SP), que acompanharam o movimento iniciado por um grupo de moradores.

site cidade democrática
Site "Cidade Democrática"

(www.cidadedemocratica.com.br)

A história começou com o estudante de Ciências Sociais Henrique Parra, 20, voluntário do Voto Consciente, um dos projetos pioneiros em São Paulo no acompanhamento das atividades legislativas.

Parra conheceu o site e passou a divulgá-lo aos amigos. “Sempre pedíamos que apontassem um problema ou divulgassem uma proposta ao entrarem no site”, diz o estudante, que listou problemas do seu bairro: falta de áreas de lazer e cachorros abandonados.

A plataforma ajudou a catalisar o trabalho de ONGs que promovem participação cidadã na cidade. Organizaram uma agenda de 12 reivindicações e começaram a cobrar a classe política.

Resultados não demoraram a chegar. De um deputado, uma emenda de R$ 200 mil para construção de ciclovias. Da prefeitura, um plano diretor para desenhar ciclovias para a cidade. Da Câmara Municipal, a mudança do horário das audiências públicas (de 9h para 19h) e o fim das votações secretas na Casa.

Para o idealizador Bandeira, a plataforma nasceu como forma de proporcionar um modo de os cidadãos definirem suas prioridades. "Percebemos que falávamos apenas do que estava na imprensa, e a partir daí discutíamos as questões", afirma.

Entusiasta da "webcidadania" como catalisador social, o estudante Parra não se anima, porém, com as eleições vindouras. "O momento eleitoral é muito pobre para a gente. Discute-se muito pouco agendas locais. A discussão vai mais para dossiês do que para o que realmente importa. Já nas redes sociais cada pessoa é produtora de conteúdo", diz.

Fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/06/webcidadania-avanca-no-brasil-e-muda-o-foco-da-participacao-politica.html

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Como surgiu a Copa do Mundo?

Olá pessoal.

Faltam apenas 11 dias para a copa e, em homenagem a estes torneio que faz o mundo inteiro vibrar, estou postando um texto bem legal que fala um pouco sobre a história da Copa. Boa Leitura:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgn8WFM84Md3XSVdAyzwVizlKfNucpWRbFkiR6sFBnywI01DL7FIU2zuPiCYaaPXu0BUiIGimBw__Ua8tVXOdO33svHHTEI2woBv4vRFNcTsy20hgSr3mBM1QMKKifdh2Yx7v7t-vxvHQc/s1600/AA.JPG

História das Copas: a bola começa a rolar no Uruguai em 1930

Extraído de: Nominuto.com Março 23, 2010

O Nominuto começa a desfiar um pouco da história das Copas do Mundo; a primeira parada é Montevidéu, em pleno inverno de 1930 com 13 times.



A Copa do Mundo vem agitando as multidões há nada menos que 80 anos e o Nominuto começa agora, a 79 dias da Copa da África, a desfiar um pouco da história do principal evento do futebol mundial.

A história da Copa do Mundo e suas edições tem início não na Europa, onde surgiu o futebol, mas sim na América do Sul. A bola rolou pela primeira vez em uma competição reunindo os filiados da Fifa no meio do inverno de Montevidéu, no Uruguai. Só o futebol. Mas, e antes disso? O que havia?

Antes da Copa

Antes da Copa, o que havia mais próximo de um torneio internacional de futebol era a disputa da modalidade nos Jogos Olímpicos em 1908 o football já estava no rol de modalidades olímpicas. A Fifa, criada em 1904, reconheceu o torneio olímpico em 1914 e se responsabilizou pelo futebol nas Olimpíadas nas edições de 1920, 1924 e 1928.

Na década de 1920 começou a brotar a ideia de uma competição distinta dos Jogos Olímpicos, apenas com futebol, ideia que passou a ser alimentada por Jules Rimet (falecido em 1956; presidiu a Fifa de 1921 a 1954).

Em 1928, em meio à Olimpíada de Amsterdã, exatamente no dia da estreia do futebol, Rimet soltou o verbo: em uma conferência, anunciou planos de montar um torneio aberto a todos os membros da Fifa. Logo, a Itália, a Suécia, os Países Baixos (atual Holanda), Espanha e Uruguai se inscreveram para sediar a competição.

Atravessando o Atlântico


Decidiu-se que o Uruguai sediaria a Copa. Para as equipes europeias, ficou difícil, a começar do deslocamento. Para começo de história, não havia transporte aéreo quer dizer, o avião já existia, mas ainda ia demorar um pouco para se configurar a aviação comercial como conhecemos hoje. As viagens entre os continentes, em 1930, eram feitas de navio. Navio! E eram viagens longas e caras.

Quase que as equipes europeias não vinham. Em fins de abril de 1930, dois meses depois do fim do prazo marcado para as inscrições (encerradas em fevereiro), nenhuma seleção do Velho Continente havia se inscrito. Foi preciso a Fifa e o governo uruguaio prometerem garantir o custeio da viagem para virem de lá para cá quatro países - Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia.

Falando em participantes, amtes que alguém pergunte se houve eliminatória, como ocorre hoje, a resposta é... não. Todos os participantes foram convidados pela Fifa.

Os jogos no Uruguai


Os jogos foram realizados em Montevidéu, a capital uruguaia, de 13 a 30 de julho de 1930 - em pleno inverno! - , nos estádios Centenário (construído especificamente para a Copa), Pocitos e Parque Central (que comportavam no máximo 20 mil pessoas).

Exatas 13 equipes participaram da competição além do anfitrião Uruguai e do Brasil, estiveram nesta primeira Copa as seleções da Argentina, Chile, França, México, Bolívia, Iugoslávia, Peru, Romênia, Estados Unidos, Paraguai e Bélgica.

Ao todo, foram realizados 18 jogos, dez deles no Centenário e ao fim a taça, a Copa daquela competição pioneira, ficou com o anfitrião Uruguai mesmo, que na grande final venceu a Argentina por 4 a 2.

Quatro anos depois - em 1934 a competição teria lugar na Europa, mais precisamente na Itália. Mas esta é uma história que fica para o próximo episódio...

O Brasil na Copa


E o Brasil? A seleção comandada por Píndaro Carvalho participou de apenas duas partidas. A estreia foi contra a Iugoslávia no dia 14 de julho, no Parque Central. O tempo estava um gelo frio de dois graus, mais uma chuva que forçou o árbitro local Aníbal Tejeda a interromper mais de uma vez o jogo. A Iugoslávia saiu na frente, com gols de Timanic (aos 21 minutos do primeiro tempo) e Bek (aos 30 minutos); o Brasil fez seu gol de honra e seu primeiro em Copas do Mundo com Preguinho, aos 17 minutos do segundo tempo. Placar final: Brasil 1 x 2 Iugoslávia.

Três dias depois, a Iugoslávia aplicou 4 a zero na Bolívia, ficando com uma vaga às semifinais e eliminando o Brasil que no dia 22 cumpriu tabela ante os bolivianos no Centenário, diante de pouco mais de 3 mil pessoas. Píndaro trocou meio time e... Brasil 4 x 0 Bolívia, gols de Moderato (aos 37 do primeiro tempo e aos 28 do segundo tempo) e de Preguinho (aos 12 e aos 38 do segundo tempo, tornando-se o primeiro artilheiro do Brasil na Copa). E assim foi a participação do Brasil no Uruguai.

Todos os jogos de 1930

DataFaseGrupoJogo
13.07.1930Classif1França 4 x 1 México
13.07.1930Classif4Estados Unidos 3 x 0 Bélgica
14.07.1930Classif2Iugoslávia 2 x 1 Brasil
14.07.1930Classif3Romênia 3 x 1 Peru
15.07.1930Classif1Argentina 1 x 0 França
16.07.1930Classif1Chile 3 x 0 México
17.07.1930Classif2Iugoslávia 4 x 0 Bolívia
17.07.1930Classif4Estados Unidos 3 x 0 Paraguai
18.07.1930Classif3Uruguai 1 x 0 Peru
19.07.1930Classif1Argentina 6 x 3 México
19.07.1930Classif1Chile 1 x 0 França
20.07.1930Classif2Brasil 4 x 0 Bolívia
20.07.1930Classif4Paraguai 1 x 0 Bélgica
21.07.1930Classif3Uruguai 4 x 0 Romênia
22.07.1930Classif1Argentina 3 x 1 Chile
26.07.1930Semifinais-Argentina 6 x 1 Estados Unidos
27.07.1930Semifinais-Uruguai 6 x 1 Iugoslávia
30.07.1930Final-Uruguai 4 x 2 Argentina

Uruguai campeão


Fatos curiosos

  • A seleção brasileira de 1930 era basicamente formada por atletas cariocas. Não que apenas os jogadores do Rio de Janeiro fossem mais capazes que qualquer outro; o fato curioso de deu por conta de pirraça entre dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antecessora da hoje CBF) e da Associação Paulista de Esportes Atléticos. No fim, foram cortados os atletas que atuavam no futebol paulista, com exceção do atacante Arakém, que na época da convocação estava sem clube. Sorte dele: se estivesse em algum time, nem teria sido chamado...
  • Eis os plantel do Brasil na Copa de 1930 - os goleiros Joel (América) e Velloso (Fluminense ); os zagueiros Brilhante (Vasco ), Itália (Vasco ) e Zé Luiz (São Cristóvão); os meiocampistas Hermógenes (América), Oscarino e Manoelzinho (Ipiranga de Niterói), Fausto (Vasco ), Fernando, Ivan e Fortes (Fluminense ), Benvenuto (Flamengo ) e Pamplona (Botafogo ); e os atacantes Moderato (Flamengo ), Carvalho Leite, Nilo e Benedito (Botafogo ), Preguinho (Fluminense ), Poly (Americano), Russinho (Vasco ), Teófilo e Doca (São Cristóvão), e Arakém.
  • Dois navios trouxeram boa parte das equipes que participaram da Copa no Uruguai. Romenos, belgas e franceses chegaram no navio SS Comte Verde (na mesma embarcação ainda vieram Jules Rimet, a taça e três árbitros além da delegação brasileira, que embarcou quando o navio fez uma parada no Rio de Janeiro); os iugoslavos, no navio-correio Florida.


Autor: Por Rogério Torquato